França proibirá 36 pesticidas com glifosato em meio a debate sobre riscos à saúde
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França proibirá 36 pesticidas com glifosato em meio a debate sobre riscos à saúde

Por Gus Trompiz e Sybille de La Hamaide

PARIS (Reuters) – A agência de saúde e meio ambiente da França anunciou nesta segunda-feira a proibição de dezenas de pesticidas à base de glifosato, que compõem a maior parte do volume vendido de tais produtos no país, alegando que não há dados suficientes para que os riscos à saúde sejam descartados.

A reguladora ANSES revogou a licença de comercialização de 36 produtos, cuja utilização não será mais permitida após o final do ano que vem, disse o órgão em comunicado.

Eles representam quase três quartos do volume de produtos à base de glifosato vendidos no ano passado na França, maior produtora agrícola da União Europeia, afirmou a agência.

Além disso, pedidos para o lançamento de quatro novos produtos à base de glifosato também foram rejeitados, acrescentou a ANSES.

O órgão informou que vem conduzindo revisões de 69 produtos à base de glifosato disponíveis na França, além da análise de 11 pedidos para a comercialização de novos produtos.

“A ANSES decidiu que 36 desses produtos serão retirados do mercado e não terão seu uso permitido a partir do final de 2020, devido à falta ou ausência de dados científicos que permitam que todos os riscos genotóxicos sejam descartados”, disse a agência.

O glifosato, inicialmente desenvolvido sob a marca Roundup pela Monsanto, hoje unidade da alemã Bayer, tem sido foco de controvérsias desde que uma agência da Organização Mundial da Saúde concluiu em 2015 que a substância provavelmente causa câncer. A Bayer nega as acusações.

(Com reportagem adicional de Patricia Weiss e Ludwig Burger, em Frankfurt)

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