Petrobras inicia processo para arrendar terminal de GNL na Bahia e gasoduto
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Petrobras inicia processo para arrendar terminal de GNL na Bahia e gasoduto

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras iniciou o processo de arrendamento de seu terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bahia (TR-BA), na cidade de Salvador, e gasoduto associado, de acordo com comunicado da companhia à imprensa nesta segunda-feira.

A iniciativa está em consonância com termo de compromisso assinado em julho pela empresa junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com vistas à abertura do mercado brasileiro de gás natural, acrescentou a estatal.

A vazão máxima de regaseificação do terminal é de 20 milhões de metros cúbicos por dia.

A Petrobras disse que abriu o procedimento de pré-qualificação de candidatos para qualificar empresas interessadas na licitação, que seguirá atos e ritos previstos na lei das estatais.

“O arrendamento está alinhado à estratégia da Petrobras de melhoria na sua alocação do capital e de construção de um ambiente favorável à entrada de novos investidores no setor de gás natural”, afirmou a petroleira no comunicado.

O governo federal lançou neste ano um ambicioso programa, o chamado Novo Mercado de Gás, que busca reduzir a participação da Petrobras no setor e abrir caminho para empresas privadas, em busca de mais investimentos e desenvolvimento no segmento.

Como parte dessa abertura do mercado de gás, a Petrobras se comprometeu com o Cade a vender ativos no setor, incluindo em distribuição e transporte de gás, dentre outras medidas.

O terminal de GNL da Bahia que será arrendado pela petroleira consiste em um píer tipo ilha com todas as facilidades necessárias para atracação e amarração de um navio FSRU (sigla em inglês para unidade flutuante de armazenamento e regaseificação) e de um navio supridor a contrabordo do FSRU.

O gasoduto integrante do terminal, segundo a Petrobras, tem 45 km de extensão e 28 polegadas de diâmetro, interligando o TR-BA a dois pontos de entrega, a Estação Redutora de Pressão de São Francisco do Conde e a Estação de Controle de Vazão de São Sebastião do Passé.

(Por Luciano Costa e Marta Nogueira)

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