PETRÓLEO-Preços sobem, mas guerra comercial EUA-China ainda pressiona cenário de demanda
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PETRÓLEO-Preços sobem, mas guerra comercial EUA-China ainda pressiona cenário de demanda

Por Jessica Resnick-Ault

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo avançaram nesta terça-feira, à medida que o acordo da semana passada entre Opep e aliados para aprofundar cortes de produção em 2020 continua a fornecer um piso para as cotações, embora as tensões comerciais entre Estados Unidos e China causem preocupações sobre o cenário de demanda.

O petróleo Brent fechou em alta de 0,09 dólar, ou 0,14%, a 64,34 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA avançou 0,22 dólar, ou 0,4%, para 59,24 dólares o barril.

Os valores de referência internacional haviam recuado 0,2% e 0,3% na segunda-feira, respectivamente.

Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e produtores associados, como a Rússia, fecharam um acordo para aprofundar seus cortes de produção de 1,2 milhão de barris por dia (bpd) para 1,7 milhão de bpd.

No entanto, o prazo de 15 de dezembro para a nova rodada de tarifas dos EUA sobre importações provenientes da China tem pressionado os mercados.

“Agora que os produtores anunciaram um corte de produção na semana passada, o mercado está se mantendo pouco abaixo das máximas de três meses”, disse Gene McGillian, diretor de pesquisa de mercado da Tradition Energy. “Sem um acordo comercial EUA-China, o mercado está tendo problemas para entrar em uma nova etapa desse rali.”

(Com reportagem adicional de Bozorgmehr Sharafedin em Londres e Roslan Khasawneh em Cingapura)

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