PMI Industrial cai de 52,9 em novembro para 50,2 em dezembro, diz IHS Markit
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PMI Industrial cai de 52,9 em novembro para 50,2 em dezembro, diz IHS Markit

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O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) Industrial do Brasil caiu de 52,9 em novembro para 50,2 em dezembro, informou a IHS Markit nesta quinta-feira (2). O índice ainda indica expansão da atividade, mas a uma taxa de crescimento menor.

“As leituras decepcionantes observadas em dezembro atuaram para cancelar parcialmente os ganhos fortes em outubro e novembro, com o desempenho do setor no último trimestre de 2019 ficando basicamente em sintonia com o observado no terceiro trimestre. Isto indica que o setor fez uma contribuição apenas marginal para o crescimento econômico no quarto trimestre”, analisa a economista da IHS Markit, Pollyanna de Lima.

Segundo a IHS Markit, o subsetor de bens de capital foi o principal obstáculo para o aumento do índice básico, ao registrar a primeira deterioração em um ano. Já nas categorias de bens de consumo e de bens intermediários o crescimento foi mantido, tanto da produção quanto da demanda.

De maneira geral, o ritmo de alta da produção se atenuou em dezembro, enquanto o volume total de novos negócios teve a recuperação mais fraca em sete meses, contido em parte pelas vendas mais baixas para os mercados internacionais. O volume de novos pedidos para exportação teve a queda mais pronunciada desde o início de 2009, com evidências de demanda mais fraca dos países da América Latina, principalmente da Argentina e do Chile.

O nível de emprego no setor industrial, por sua vez, caiu pela primeira vez desde julho. As empresas, segundo a IHS Markit, também reduziram as compras de insumos, encerrando uma sequência de quatro meses de expansão. Assim, os estoques de insumos e de bens finais caíram.

Os empresários industriais notaram um aumento dos custos das matérias-primas, mas aumentaram pouco seus preços finais para os consumidores, diz a IHS Markit.

Em relação às perspectivas, o grau de otimismo atingiu um recorde de alta de onze meses, impulsionado pelas previsões de ganhos de novos negócios, investimentos mais elevados, pelo clima econômico favorável e por campanhas de marketing.

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