Saque anual do FGTS vale a pena para endividados?

Mix Vale

Saque anual do FGTS vale a pena para endividados? Os brasileiros que neste ano precisavam de uma grana extra podem ter se animado com os anúncios de possibilidades de saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O governo criou duas modalidades.

A primeira é o saque imediato, que permite o resgate de até R$ 500 por conta (ativa ou inativas). Em dezembro, esse teto passou para R$ 998 para quem tem no máximo essa quantia em cada conta do FGTS.

Já a segunda e menos compreendida é o saque-aniversário. Aderindo a ela, o trabalhador poderá sacar, todos os anos, uma quantia parcial do seu saldo no FGTS.

Para especialistas, além de não compensar, a adesão é prejudicial ao trabalhador.

“O rendimento do FGTS sempre perdeu da poupança, porque era só de 3% ao ano mais TR [Taxa Referencial], hoje zerada. Quando o governo permitiu a distribuição do lucro, passou a valer mais a pena deixar o dinheiro no Fundo”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac (Associação dos Executivos de Finanças).

A não ser que a pessoa esteja endividada, precisando com urgência do dinheiro, o preferencial é deixá-lo no Fundo de Garantia rendendo, diz o economista.

“A regra é geral, vale tanto para quem está trabalhando, quanto para quem está prestes a se aposentar.”

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