Café arábica recua para mínima de quase 2 meses na ICE; açúcar tem leve alta
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Café arábica recua para mínima de quase 2 meses na ICE; açúcar tem leve alta

LONDON (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE recuaram para uma mínima de quase dois meses nesta segunda-feira, ampliando a retração verificada desde que tocou no mês passado o maior valor em mais de dois anos.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em queda de 4,4 centavos de dólar, a 1,1455 dólar por libra-peso, após recuar até 1,1415 dólar, menor cotação desde 22 de novembro.

* Operadores disseram que os dados semanais divulgados no final da sexta-feira pela CFTC foram um tanto quanto baixistas, com as posições compradas líquidas mantidas por especuladores ficando aquém do esperado.

* Fundamentos técnicos baixistas também desencadearam uma onda de vendas.

* Operadores notaram que houve um aumento nos estoques de arábica certificados pela ICE nos últimos dias, após um forte declínio no ano passado, enquanto há também um volume significativo de café à espera de classificação.

* Os prêmios no mercado físico para origens como Honduras, no entanto, reduziram a possibilidade de que os proprietários de café entreguem o produto ante contratos do mercado futuros, acrescentaram operadores.

* “Acho que, no curto prazo, ímpeto e fundamentos técnicos são tudo que importa”, disse um operador –acrescentando, porém, que os fundamentos devem fornecer uma dose de suporte em médio a longo prazo.

* O café robusta para março recuou 33 dólares, para 1.312 dólares por tonelada.

* O Vietnã, maior produtor de robusta do mundo, exportou em dezembro 188.246 toneladas de café, ou 3,14 milhões de sacas de 60 kg, avanço de 66,8% ante novembro.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,09 centavo de dólar, a 14,16 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido máxima de 14,24 centavos.

* O panorama para a produção da Tailândia está em queda, enquanto a menor fabricação nos Estados Unidos deve resultar em disponibilidade reduzida de açúcar da América Central no mercado global.

* “As ofertas reduzidas da Tailândia e da América Central reforçam o ponto de que a demanda por açúcar é muito dependente do centro-sul do Brasil”, disse em nota a Marex Spectron, acrescentando que isso pode significar que de abril/maio em diante o preço fique fortemente correlacionado com a paridade do etanol.

* O açúcar branco para março avançou 6,40 dólares, para 383,20 dólares a tonelada.

(Por Nigel Hunt)

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