Movimentação horas antes salvou vidas de ataque de mísseis do Irã no Iraque
Latin America

Movimentação horas antes salvou vidas de ataque de mísseis do Irã no Iraque

Por Kamal Ayash e John Davison

BASE AÉREA DE AIN AL-ASAD, Iraque (Reuters) – Quase oito horas antes do ataque de mísseis do Irã contra forças dos Estados Unidos em bases no Iraque no dia 8 de janeiro, militares norte-americanos e iraquianos na base de Ain al-Asad se apressaram a transferir pessoal e armamentos para bunkers fortificados, disseram duas autoridades iraquianas na base à Reuters.

Por volta da meia-noite, nenhum caça ou helicóptero permanecia a céu aberto, disse uma das fontes, um agente de inteligência.

    Outra fonte de inteligência do Iraque sustentou que as tropas dos EUA até pareciam saber o momento do ataque, dizendo que aparentavam estar “totalmente cientes” de que a base seria atacada “após a meia-noite”.

    Quando os mísseis finalmente caíram, perto da 1h30, atingiram “bunkers vazios que haviam sido evacuados horas antes”, disse a fonte de inteligência. Ninguém foi ferido ou morto.

    Tais relatos aumentam os indícios de que o ataque iraniano foi um dos segredos mais mal guardados das guerras modernas –mas as razões disso continuam misteriosas depois de dias de comunicados conflitantes de autoridades do Irã, do Iraque e dos EUA.

Depois que os mísseis caíram, vários veículos da mídia norte-americana citaram autoridades de seu país segundo as quais o ataque foi pouco mais do que um tiro de alerta, o que permitiu ao Irã satisfazer os clamores de vingança em casa –provocados pelo ataque norte-americano de 3 de janeiro que matou um general iraniano– sem grande risco de provocar novos ataques dos EUA.

    Outros, citando fontes norte-americanas e árabes, noticiaram que o Irã alertou o Iraque antes dos ataques e que o Iraque repassou a informação aos EUA.

    Até sexta-feira, autoridades graduadas dos EUA rejeitavam a narrativa. O secretário de Estado, Mike Pompeo, disse aos repórteres naquele dia que não havia “nenhuma dúvida” de que o Irã tinha “plena intenção” de matar militares dos EUA.

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