Soja recua e milho se firma em Chicago; mercado aguarda termos de acordo EUA-China
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Soja recua e milho se firma em Chicago; mercado aguarda termos de acordo EUA-China

Por Julie Ingwersen

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago recuaram nesta segunda-feira, pressionados pelo clima favorável às safras na América do Sul e por ajustes de posições, à medida que operadores aguardam para ver se o acordo comercial a ser assinado entre Estados Unidos e China nesta semana vai de fato gerar um aumento significativo da demanda por produtos agrícolas norte-americanos.

Os futuros do trigo também caíram, após máximas de vários meses estabelecidas na semana passada, enquanto o milho avançou, com o contrato março –o mais ativo– atingindo o maior valor em uma semana à medida que corretoras cobriram posições vendidas.

O contrato março da soja fechou em queda de 3,75 centavos de dólar, a 9,4225 dólares por bushel. O trigo para março recuou 2,25 centavos, para 5,6225 dólares/bushel. O vencimento março do milho teve alta de 3,75 centavos, a 3,8950 dólares o bushel.

O vice-premiê da China, Liu He, visitará Washington nesta semana para assinar o acordo comercial de fase 1 com os EUA, com uma cerimônia agendada para quarta-feira.

O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, reiterou no domingo a posição de Washington, segundo a qual a China se comprometeu em aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA para um valor entre 40 bilhões e 50 bilhões de dólares por ano. Ainda assim, a falta de detalhes sobre o acordo fez com que alguns operadores se mantivessem cautelosos.

“É esperar para ver até quarta-feira, e então ver o que o acordo comercial traz para o mercado. Enquanto isso, não estamos fazendo muita coisa. Não há muito comércio e os volumes estão reduzidos”, disse Terry Linn, analista da corretora Linn and Associates.

(Reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)

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