Combustíveis sobem na semana apesar de corte de preço da Petrobras nas refinarias
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Combustíveis sobem na semana apesar de corte de preço da Petrobras nas refinarias

Combustíveis sobem na semana apesar de corte de preço da Petrobras nas refinarias. Os preços dos combustíveis fecharam a semana em alta nos postos

Combustíveis sobem na semana apesar de corte de preço da Petrobras nas refinarias. Os preços dos combustíveis fecharam a semana em alta nos postos brasileiros, mesmo depois de uma redução de 3% anunciada pela Petrobras para o diesel e a gasolina em suas refinarias, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira. Baixe o Aplicativo Gratuito do Portal Mix Vale

O corte de preços da Petrobras, que entrou em vigor na terça-feira, veio após a companhia ter evitado em um primeiro momento repassar a volatilidade dos preços globais do petróleo ao mercado doméstico.

A estatal não aplicou reajustes de imediato após ataque norte-americano que matou um importante general iraniano no Iraque em 3 de janeiro e gerou tensão geopolítica no mercado de petróleo. As cotações posteriormente devolveram ganhos e recuaram para níveis menores aos registrados antes dos eventos no Oriente Médio.

Nos postos, a gasolina fechou a semana em média a 4,586 reais por litro, com avanço de 0,6% na comparação semanal, após ter ficado estável na semana anterior.

O diesel, combustível mais utilizado no Brasil, registrou avanço semanal de 3,791 reais por litro, alta de 0,2% frente à semana anterior.

Já o etanol encerrou a semana em média a 3,241 reais por litro, elevação de 1,76% na comparação semanal.

O presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado preocupações com os valores dos combustíveis– nesta semana, ele afirmou que apresentou proposta para alterações no ICMS cobrado sobre esses produtos, com o objetivo de baixar preços.

Bolsonaro disse a jornalistas que a proposta envolveria incidência do ICMS sobre preços nas refinarias, e não no consumo, mas especialistas disseram à Reuters que mudança nesse sentido enfrentaria forte oposição política, por reduzir a arrecadação de Estados, comprometendo principalmente aqueles que não possuem refinarias.

O repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos não são imediatos e ainda dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

(Por Luciano Costa)

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