Café arábica tem mínima de quase 3 meses na ICE; açúcar avança
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Café arábica tem mínima de quase 3 meses na ICE; açúcar avança

LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE recuaram nesta quinta-feira, atingindo mínima de quase três meses, pressionados pelos crescentes estoques certificados pela bolsa e pela perspectiva de safra recorde do Brasil neste ano.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em queda de 0,55 centavo de dólar, a 1,0150 dólar por libra-peso, após atingir mínima de quase três meses de 1,0090 dólar.

* A produção brasileira deve avançar para um recorde de 66,9 milhões de sacas de 60 kg em 2020/21, segundo pesquisa realizada pela Reuters com 11 operadores e analistas.

* “Uma oferta adicional considerável deve chegar ao mercado nos próximos meses, proveniente do Brasil”, disse o Commerzbank em nota, acrescentando que até este momento do ano o café arábica é a commodity que registrou as maiores perdas nos mercados.

* O contrato março do café arábica pode recuar até 99,55 centavos de dólar, segundo análises técnicas, disse o analista Wang Tao, da Reuters.

* O café robusta para março teve leve avanço de 1 dólar, fechando a 1.304 dólares por tonelada.

* Operadores disseram nesta quinta-feira que os negócios têm sido fracos nos mercados asiáticos de café, embora os estoques na Indonésia continuem baixos.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar branco fechou em alta de 1,40 dólar, a 408,20 dólares por tonelada, após atingir na véspera uma máxima de dois anos e meio de 416,30 dólares.

* Segundo operadores, o mercado continua apoiado pelas ofertas reduzidas de açúcar contra o vencimento março, que expira em 14 de fevereiro.

* O açúcar branco para março tem sido negociado com um prêmio de cerca de 9 dólares por tonelada para o contrato maio.

* Operadores também notaram que há um prêmio de curto prazo nos mercados do açúcar bruto.

* O açúcar bruto para março avançou 0,1 centavo de dólar, para 14,59 centavos de dólar por libra-peso.

* A produção de açúcar do centro-sul do Brasil deverá crescer mais de 10% na nova safra (2020/21), com a expectativa de um maior volume de cana e perspectivas de melhores preços para o adoçante, disse a INTL FCStone.

(Por Nigel Hunt)

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