Soja recua em Chicago conforme coronavírus se espalha; milho tem alta
Agro

Soja recua em Chicago conforme coronavírus se espalha; milho tem alta

Por Mark Weinraub

CHICAGO, 31 Jan (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago recuaram nesta sexta-feira, atingindo a nona sessão consecutiva de perdas, à medida que preocupações com o possível impacto do coronavírus sobre a demanda chinesa impediram qualquer tentativa de recuperação com compras de barganhas, disseram operadores.

A atual sequência de quedas é a mais longa para o contrato mais ativo da soja desde uma série de dez dias encerrada em 11 de julho de 2014, quando o clima positivo no Meio-Oeste dos Estados Unidos impulsionou as perspectivas para a safra.

Os futuros do milho terminaram o dia em alta, apoiados por compras técnicas, enquanto o trigo enfraqueceu, com o avanço do coronavírus afastando investidores de ativos de risco antes do fim de semana.

“A maior preocupação do mercado é que o temor com o vírus aproxime a economia global de uma recessão”, disse em nota Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da INTL FCStone. “A China está basicamente interrompendo sua economia para controlar o vírus.”

O contrato março da soja fechou em queda de 3,75 centavos de dólar, a 8,7250 dólares por bushel. O milho para março avançou 1,75 centavo, para 3,8125 dólares/bushel. O vencimento março do trigo cedeu 6,75 centavos, a 5,5375 dólares o bushel.

No acumulado do mês, os futuros da soja recuaram 8,7%, maior queda mensal desde junho de 2018 –a oleaginosa teve baixa em 11 das 12 sessões desde que Pequim e Washington assinaram a Fase 1 do acordo comercial. Já o trigo perdeu 0,9% em janeiro, enquanto o milho recuou 1,5%.

(Reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Colin Packham em Sydney)

tagreuters.com2020binary_LYNXMPEG0U2C5-BASEIMAGE

To Top