LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE avançaram com força nesta terça-feira e atingiram uma máxima de sete semanas, impulsionados em parte pela escassez de ofertas de alta qualidade, enquanto os preços do açúcar recuaram.
CAFÉ
* O contrato maio do café arábica fechou em alta de 6,60 centavos de dólar, a 1,2220 dólar por libra-peso, após atingir máxima de 1,2245 dólar na sessão.
* Operadores disseram que o mercado tem sido impulsionado pelas ofertas reduzidas de arábica de alta qualidade, o que gera prêmios significativos no mercado físico.
* “Embora exista café suficiente para atender aos níveis de demanda existentes, a preocupação tem sido crescente em relação à disponibilidade imediata de arábica de qualidade”, disse a Organização Internacional do Café (OIC) em relatório divulgado nesta terça-feira.
* A OIC apontou que as exportações globais de café recuaram quase 8% em janeiro na comparação anual.
* “Se essa última alta for apenas uma correção, ela deve perder força ao redor de 1,21 dólar. A partir daí, se o mercado continuar avançando, abre-se a possibilidade para subir ainda mais, talvez muito mais no curto prazo”, disse a Cardiff Coffee Trading em nota.
* Operadores disseram que o entusiasmo para o longo prazo também foi alavancado pela perspectiva de um déficit global na temporada 2021/22, ano de baixa no ciclo produtivo bienal do Brasil.
* “É um caminho muito longo. Mas se for mesmo existir um amplo déficit em 21/22, o mercado precisaria avançar agora para já começar a corrigi-lo”, afirmou a Cardiff Coffee Trading.
* O café robusta para maio teve alta de 40 dólares, fechando o dia cotado a 1.331 dólares por tonelada.
AÇÚCAR
* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,05 centavo de dólar, a 13,76 centavos de dólar por libra-peso.
* Operadores disseram que altas têm sido limitadas pela preocupação de que fundos possam continuar a reduzir suas posições compradas líquidas, considerando o cenário de redução no apetite por ativos de risco.
* O mercado, entretanto, segue sustentado pelo aperto das ofertas, com um significativo déficit global previsto para esta temporada.
* O açúcar branco para maio recuou 2,70 dólares, para 389,20 dólares a tonelada.
(Por Nigel Hunt)

