Procuradoria abre investigação sobre naufrágio que matou 18 no Amapá
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Procuradoria abre investigação sobre naufrágio que matou 18 no Amapá

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou investigação criminal nesta segunda-feira, 2, sobre as circunstâncias do naufrágio do navio Anna Karoline III, que ocorreu na madrugada do sábado, 29, no Rio Amazonas, na região Sul do Amapá e deixou 18 mortos. A Procuradoria quer apurar se houve descumprimento de normas básicas de segurança aquaviária, como sobrecarga e irregularidades no número e local de armazenamento dos coletes salva-vidas da embarcação.

Em nota, o MPF registrou que pediu informações sobre a documentação do navio e de seus responsáveis à Capitania dos Portos, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à empresa de navegação Erlon Rocha Transporte Ltda.

Além de apurar as circunstâncias do naufrágio, que podem indicar a ocorrência de infrações penais, o órgão vai investigar “provável atentado contra a segurança do transporte fluvial”.

O navio Anna Karoline III saiu do Porto do Grego, em Santana (AP), na sexta-feira, às 18h, com destino ao município de Santarém, no Pará, onde deveria chegar as 6h deste domingo.

No entanto, pouco antes das 5h da manhã de sábado, a embarcação, de porte médio, afundou próximo à localidade conhecida como Boca do Rio Jari, região sul do Amapá, a 290 quilômetros de Macapá.

Segundo boletim divulgado no fim da tarde desta segunda, 46 sobreviventes foram resgatados. O governo do Estado indicou ainda que há ao menos 12 desaparecidos, sendo que as famílias reportaram inicialmente 30.

Mais de 50 agentes trabalham na ação realizada na região onde o Anna Karoline III afundou, entre policiais militares e bombeiros do Amapá e do Pará, além de integrantes da Marinha. O efetivo conta com 18 mergulhadores, 9 do Corpo de Bombeiros do Amapá e 9 do Pará.

Duas centrais de acolhimento e apoio foram montadas no Amapá após o naufrágio, uma em Santana, no Quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), e outra em Macapá, na sede da Politec, onde há identificação dos corpos. Ambos os centros contam com assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros, diz o governo.

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