BUENOS AIRES (Reuters) – A chuva prevista para os próximos dias na Argentina deve beneficiar os cultivos de soja e milho nas regiões centrais do país, onde recentemente as condições eram de altas temperaturas e seca.
A notícia da chegada da chuvas foi bem recebida pelos produtores da região, que viram uma onda de calor recente prejudicar os rendimentos de soja e milho de plantio tardio, que ainda ainda estão em estágio de desenvolvimento.
“Haverá um suprimento muito bom de água e mais perdas de rendimento serão evitadas”, disse Germán Heinzenknecht, meteorologista da consultoria Climatologia Aplicada, à Reuters.
Ele afirmou que, entre quarta-feira e domingo, os principais produtos agrícolas da região devem receber picos de chuva de até 50 mm de água.
“O padrão seco está começando a mudar um pouco”, disse ele, acrescentando que na segunda quinzena de março os níveis de pluviosidade podem se normalizar após um período seco vindo desde o final de fevereiro.
A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja, e o terceiro maior fornecedor da oleaginosas em grão e milho.
De acordo com o último relatório mensal da Bolsa de Rosário sobre as perspectivas para a safra de 2019/20, a produção de soja deve atingir 55 milhões de toneladas, enquanto a de milho está estimada em 50 milhões de toneladas.
No entanto, a bolsa reduziu sua previsão na semana passada para a soja produzida na região agrícola central do país para 18 milhões de toneladas ante a projeção inicial de 20 milhões de toneladas, devido a condições climáticas adversas.
Este cenário deve se refletir na próxima estimativa de safra nacional, com divulgação prevista para quarta-feira.
(Por Maximilian Heath)

