Atos no Rio de Janeiro marcam dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco
América Latina

Atos no Rio de Janeiro marcam dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco

portalmixvalenoticias-1280x728-1

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Diversos atos em separado pela cidade do Rio de Janeiro aconteciam neste sábado para marcar o aniversário de dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Faixas com imagens da parlamentar foram espalhadas pela capital, incluindo no complexo da Maré, onde Marielle nasceu e foi criada.

Em outros pontos da cidade, amigos e parentes de Marielle exibiam faixas que cobram explicações sobre o crime, ainda não totalmente solucionado pelas autoridades. “Quem matou Marielle e por quê?”, questionava uma das mensagens.

“Enquanto tivermos voz e força vamos lutar para descobrir quem mandou matar Marielle. Esse crime não vai cair no esquecimento”, disse a jornalistas o pai de Marielle Franco, Antonio Francisco.

“A Marielle era uma lutadora e nós vamos lutar até o fim”, acrescentou a mãe da vereadora, Marinete Silva.

Os atos desse sábado, que visam evitar grandes aglomerações em meio a temores relacionados à disseminação do coronavírus, contam com o apoio da Anistia Internacional.

Até o momento, a polícia fluminense prendeu seis pessoas apontadas como ligadas direta ou indiretamente ao crime, mas ainda não chegou aos mentores e mandantes do assassinato ou suas motivações.

Dentro da polícia do Rio ganha força a teoria de que o ex-policiam militar Ronnie Lessa, preso e apontado como executor de Marielle e Anderson, teria agido sem ajuda ou mandantes, como “lobo solitário”.

Mas essa versão tem sido rejeitada pelos familiares da vereadora.

Ronnie e Élcio Queiroz, acusado pelas autoridades de ser comparsa do crime, que também estaria no carro usado na perseguição ao veículo de Marielle em 14 de março de 2018, estão presos e vão a júri popular.

A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a federalização da investigação, o que deverá ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.

A família da parlamentar, no entanto, resiste a mudar o foro das investigações.

“Seria um retrocesso. A polícia do Rio está nesse caso há dois anos e não acho que as autoridades federais conseguiriam avançar as investigações na velocidade necessária. Elas teriam que voltar ao início do processo, o que atrasaria tudo”, disse Marinete Silva.

To Top