Por Mark Weinraub
CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho negociados em Chicago despencaram 3,3% nesta terça-feira, para mínimas de 18 meses, com operadores afirmando que os preços estavam altos demais para gerar demanda de compradores externos, uma vez que o andamento das safras de Brasil e Argentina fornece oferta mais barata.
Os preços do milho bateram as mínimas da sessão pouco antes do fechamento, à medida que o petróleo também passou a recuar. O enfraquecimento do setor de energia reduz a demanda por etanol de milho. Operadores de unidades que produzem o biocombustível já começaram a diminuir os preços ofertados pelo grão no mercado físico.
Os futuros de soja e trigo registraram leves altas diante de compras de barganhas, mas os ganhos foram limitados por temores de turbulências econômicas por causa da pandemia de coronavírus.
“Os grãos abriram em alta no ‘overnight’, em uma espécie de reviravolta motivada por coberturas de vendidos, mas faltou paixão”, disse Charlie Sernatinger, chefe global de Futuros de Grãos da ED&F Man Capital.
O contrato maio do milho fechou em queda de 10,75 centavos de dólar, a 3,44 dólares por bushel. Em uma base contínua, o vencimento mais ativo tocou seu menor valor desde 18 de setembro de 2018.
A soja para maio avançou 2,50 centavos, para 8,2425 dólares/bushel, e o vencimento maio do trigo teve alta de 1,25 centavo, a 4,9925 dólares o bushel.
(Reportagem adicional de Michael Hogan, em Hamburgo, e Naveen Thukral, em Cingapura)

