Ibovespa recua com aversão a risco no exterior; mercado acompanha novas medidas contra Covid-19
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Ibovespa recua com aversão a risco no exterior; mercado acompanha novas medidas contra Covid-19

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – A bolsa paulista dava continuidade nesta segunda-feira ao viés de baixa recente, tendo de pano de fundo um cenário ainda negativo em praças acionárias no exterior, além de novas medidas sócio-econômicas de resposta ao Covid-19 no Brasil e no mundo.

Às 10:31, o Ibovespa caía 4,41 %, a 64.108,88 pontos. Em linha com a volatilidade recente, o Ibovespa chegou a 67.603,83 pontos na máxima até o momento, em alta de 0,8%.

Na sexta-feira, Ibovespa à caiu 1,85%, a 67.069,36 pontos, na sexta-feira, acumulando uma perda de 18,88% na semana, pior resultado semanal desde 10 outubro de 2008.

Nesta segunda-feira, no Brasil, o Banco Central reduziu a alíquota do compulsório sobre recursos a prazo de 25% para 17%, prevendo uma liberação de 68 bilhões de reais na economia a partir do dia 30 de março.

Também o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medida que autoriza instituições financeiras a captarem por meio de depósitos a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O governo do presidente Jair Bolsonaro também editou no domingo medida provisória que permite aos empregadores suspenderem os contratos de trabalho de seus funcionários por quatro meses sem pagamento de salário.

Ao mesmo tempo, mais empresas anunciaram suspensão de atividades fabris, bem como fechamento temporário de lojas e shopping centers, entre elas Magazine Luiza, brMalls e Arezzo

De acordo com o Ministério da Saúde, no domingo, os casos de Covid-19 no Brasil chegaram a 1.546, em comparação com 1.128 até sábado, uma alta de 37%. O número de mortos por coronavírus no país subiu para 25, ante 18 até a véspera.

No exterior, a iniciativa do Senado dos Estados Unidos de aprovar um projeto de lei de mais de 1 trilhão de dólares de reação ao coronavírus continuou travada na noite de domingo.

“Vale lembrar que, em 2008, o TARP, principal programa de estabilização financeira na época, não foi aprovado em sua primeira votação no Congresso dos EUA”, disse o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos.

“Depois disso, vimos uma forte e adicional queda das bolsas, o pacote foi revisto e, alguns dias depois, aprovado. Assim, acredito que um pacote fiscal relevante ainda seja aprovado nas próximas semanas”, afirmou em nota a clientes.

O Federal Reserve, por sua vez, citando “tremendas dificuldades” causadas pela pandemia de coronavírus, disse que começará a respaldar uma gama de créditos sem precedentes para famílias, pequenas empresas e grandes empregadores.[E6N2B4027]

Nos EUA, o S&P 500 tinha queda de 1% nos primeiros negócios. Na Europa, o londrino FTSE 100 caía 2,6%.

Na visão de Kawa, fica cada vez mais claro que o mercado precisa de uma ‘luz no final do túnel’ em relação ao arrefecimento do coronavírus e seus impactos econômicos.

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