Novo Coronavírus: Saiba o que é FATO E FAKE
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Novo Coronavírus: Saiba o que é FATO E FAKE

Saiba o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus

Novo Coronavírus: Saiba o que é FATO E FAKE. Os casos do novo coronavírus, conhecido como Covid-19, têm causado apreensão mundial. Após mortes na China e em outros países, várias mensagens têm sido disseminadas na web. Baixe o Aplicativo Gratuito do Portal Mix Vale

A equipe do Fato ou Fake verifica o que é verdade e o que é boato em postagens que têm rolado sobre o assunto. Essa reportagem tem sido atualizada à medida que novas checagens são feitas.

É #FAKE que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus

Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus. É #FAKE.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e especialistas refutam o texto.

A mensagem falsa diz ainda que o coronavírus permanece na garganta quatro dias antes de chegar aos pulmões.

“A infecção pelo coronavírus pode dar tosse seca, dor de garganta, mas não é possível dizer que essa tosse seca seja porque o vírus está na garganta e demora tantos dias para chegar no pulmão. Isso faz parte do quadro clínico da infecção e o tempo para o vírus chegar depende de cada pessoa. Não existe um tempo certo. O gargarejo pode ser bom para ajudar no alívio da tosse, mas dizer que água morna, sal e vinagre elimina o vírus é uma grande bobagem”, afirma Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A Fiocruz também diz que é falso que “gargarejar com água morna ou salgada mata os vírus que se alojam nas amígdalas e evita que passem para os pulmões”.

Já o Ministério da Saúde reforça que “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

O hospital Johns Hopkins, referência internacional, diz que se trata de um boato. “Essa recomendação não protege contra o Covid-19”.

A OMS também diz que a mensagem não faz sentido. E reforça ainda que soluções salinas usadas na lavagem do nariz não ajudam a prevenir a doença. “Há evidências limitadas de que lavar o nariz regularmente com solução salina pode ajudar as pessoas a se recuperar mais rapidamente de resfriados comuns. Entretanto, enxaguar regularmente o nariz não tem demonstrado prevenir infecções respiratórias.”

O boato tem circulado em outros idiomas e já foi checado por agências internacionais, como o Snopes.

É #FAKE que soroterapia combate o coronavírus

Circulam pelas redes sociais mensagens e vídeos de profissionais oferecendo soroterapia ou “shots de imunidade” para impedir os efeitos do novo coronavírus. Segundo os textos, os soros têm substâncias “nutrientes, antioxidantes e multivitamínicas” que reforçam o sistema imunológico de quem usa, combatendo a Covid-19. É #FAKE.

Segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), a soroterapia não é um tratamento recomendado nem previne o coronavírus.

A entidade informa que “não faz parte de seus protocolos a administração de soroterapia endovenosa para a prevenção de doenças infectocontagiosas, bem como não há nenhuma evidência científica de que a infusão de soros, com qualquer dose de vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes ou outros nutrientes, tenha efeito preventivo contra o novo coronavírus”.

“Isso é falso”, diz o infectologista Sergio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Totalmente fake, comercial. Não tem benefício nenhum. Tem efeito zero. Não existe nenhum remédio para aumentar a imunidade.”

“Não existe qualquer evidência científica para esta recomendação”, afirma Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Até o momento, não existe qualquer medicamento nem vacina que aja comprovadamente contra o coronavírus.”

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo diz que vai abrir uma sindicância para investigar o caso. Uma das pessoas que aparecem no vídeo é uma médica registrada em Ribeirão Preto (SP).

O Cremesp faz um alerta para que as pessoas “sempre desconfiem de anúncios sensacionalistas e promessas de resultado fácil”. O conselho esclarece ainda que todo e qualquer ato médico deve ser pautado pelo Código de Ética Médica. E que o profissional deve estar atento aos limites da publicidade, estabelecidos nas resoluções 1974/11 e 2126/15 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O Ministério da Saúde também reforça que “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

É #FAKE que tigela de água com alho recém-fervida cura o coronavírus

Circula pelas redes sociais um texto que diz que uma tigela de água com alho recém-fervida é capaz de curar a pessoa da infecção pelo novo coronavírus. A mensagem é #FAKE.

O Ministério da Saúde diz que a mensagem é falsa e pede para que ela não seja compartilhada. “Até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus (Covid-19).”

OMS diz que não há nenhuma evidência de que tigela de água com alho cure a Covid-19
OMS diz que não há nenhuma evidência de que tigela de água com alho cure a Covid-19 Foto: Divulgação/OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que “o alho é um alimento saudável que pode ter algumas propriedades antimicrobianas”. “No entanto, não há evidências no surto atual de que comer alho tenha protegido as pessoas do novo coronavírus”, reforça.

O médico Sergio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, também é categórico: “Tudo mentira. Fake. Não é provado por nenhuma sociedade médica”.

Esse boato tem circulado em outros idiomas e também foi alvo de checagens de agências internacionais.

A mensagem falsa, inclusive, já fez com que uma pessoa fosse hospitalizada após o consumo excessivo de alho. Segundo o The South China Morning Post, uma mulher da província de Zhejiang ingeriu tanto alho (cerca de 1,5 kg durante duas semanas) que acabou inflamando a garganta, a ponto de não conseguir mais falar.

Primeira morte por novo coronavírus no Brasil(Abre numa nova aba do navegador)

É #FAKE mensagem sobre coronavírus atribuída ao hospital de Stanford

Circula pelas redes sociais uma mensagem que faz diversas orientações sobre o coronavírus e é atribuída ao hospital de Stanford, um dos melhores hospitais dos Estados Unidos, que fica em Palo Alto, no estado da Califórnia. Entre as dicas estão prender a respiração por 10 segundos para verificar se o coronavírus causou fibrose no coração, tomar água de 15 em 15 minutos para evitar a contaminação e beber líquidos mornos ou quentes para combater a infecção. É #FAKE.

A assessoria de imprensa da Stanford Health Care e da School of Medicine diz, em nota, que a mensagem sobre a Covid-19 atribuída a um membro do conselho do hospital de Stanford não tem como autoria o complexo médico.

A assessoria diz ainda que o texto tem “informações imprecisas” e recomenda uma visita ao site da instituição para saber mais sobre o coronavírus.

Parte das informações, inclusive, já foi checada pela equipe do Fato ou Fake. O texto manda prender a respiração por 10 segundos para verificar se o coronavírus causou fibrose nos pulmões e diz que todos devem garantir que a boca e a garganta estejam úmidas e nunca secas, aconselhando tomar goles de água a cada 15 minutos para combater o vírus.

Coronavírus: Cuidados indispensáveis(Abre numa nova aba do navegador)

Os infectologistas Nancy Bellei e Leonardo Weissmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, já rebateram essas alegações.

“É falso dizer que os pulmões têm 50% de fibrose. Esta técnica citada de respirar fundo e prender a respiração não tem nenhuma evidência. Para saber se há fibrose ou não, são necessários outros exames específicos”, diz Weissmann. “É uma bobagem essa história da fibrose”, diz Bellei.

“É falsa também essa orientação que diz que beber água previne contra o coronavírus”, afirma Weissmann. “Que adianta engolir líquidos? Tudo bobagem”, complementa Bellei.

O Ministério da Saúde também classifica a mensagem como falsa. “O diagnóstico do coronavírus (Covid-19) é feito com a coleta de materiais respiratórios”, afirma o órgão.

Beber água quente ou morna, como prega a mensagem, ou fazer gargarejos também não funciona.

O Ministério da Saúde diz que a informação é falsa. A intectologista Nancy Bellei também refuta tal afirmação. “Beber água é bom, a pessoa se hidrata, mas gargarejar água quente não impede que a pessoa pegue o vírus”, diz.

É #FAKE que Cuba tem enviado vacina contra o coronavírus para a China

Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que Cuba anunciou que tem produzido e enviado para a China uma vacina contra o coronavírus que já curou 1.500 pessoas. A mensagem é #FAKE.

Apesar do título chamativo, que fez com que a mensagem se propagasse nas redes sociais, o texto cita, na verdade, o Interferon Alfa 2B. Esse é apenas um dos 30 medicamentos escolhidos pelo governo chinês para tratar pacientes com coronavírus.

Procurado pelo G1, o diretor de investigações biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, Gerardo Guillen, afirma que Cuba não tem a vacina contra a Covid-19.

“As informações que circulam se referem ao Interferon, que é um produto terapêutico, que se utiliza para fortalecer a imunização geral, não é específico como as vacinas. Obter uma vacina levará um ano ou um ano e meio”, diz.

Roney Domingos@roneydomingos · 12 de mar de 2020

@GGN94447444
¿Cuba anunció una vacuna contra el coronavirus?

Gerardo Guillen@GGN94447444

No, Cuba no cuenta con vacuna contra el COVID-19. La información circulada se refiere al Interferon que es un producto terapéutico pero que se utiliza para fortalecer la inmunidad en general no es específica como las vacunas. Obtener una vacuna tomara 1 año o año y medio.1617:50 – 12 de mar de 2020Informações e privacidade no Twitter AdsVeja outros Tweets de Gerardo Guillen

Guillen falou a um canal de Cuba sobre o medicamento.

O jornal Granma, órgão oficial do governo cubano, reafirma que o Interferón alfa2B é um dos medicamentos escolhidos pelo governo chinês para tratar problemas respiratórios.

O infectologista Leonardo Weissmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirma que o Interferon alfa 2B não é uma vacina. “Ele é um medicamento que já foi usado para tratamento de hepatites, de leucemia. Não é uma vacina. Existem alguns medicamentos que estão sendo estudados, existem ensaios clínicos para tentar achar um medicamento que aja contra esse novo coronavírus, mas até agora não tem nada comprovado cientificamente. Não há nem medicamentos nem vacina por enquanto”, diz.

A Organização Mundial de Saúde informa em sua seção de perguntas e respostas sobre o coronavírus que ainda não existe uma vacina nem um tratamento específico.

“Até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar o Covid-2019. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera graças aos cuidados de suporte”, afirma o órgão.

Segundo a OMS, possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos estão sob investigação. “Eles estão sendo testados através de ensaios clínicos. A OMS está coordenando esforços para desenvolver vacinas e medicamentos para prevenir e tratar a Covid-19.”

“As maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros contra a Covid-19 são limpar frequentemente as mãos, cobrir a tosse com a curva do cotovelo ou tecido e manter uma distância de pelo menos 1 metro (3 pés) das pessoas que estão tossindo ou espirros.”

O Ministério da Saúde também reforça que, “até o momento, não há nenhum medicamento, chá, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus”.

É #FAKE que governo americano fez recomendação para as pessoas rasparem barba ou bigode por uso eficiente de máscaras contra o coronavírus

Coronavírus no Brasil chega a 234 confirmados(Abre numa nova aba do navegador)

Circula pelas redes sociais um cartaz com logotipos do governo norte-americano que mostra estilos de barba e de bigode e como eles se adequam às máscaras de proteção. Legendas que acompanham o cartaz dizem que se trata de uma recomendação do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos para que as pessoas removam alguns estilos de pelos faciais para conseguirem usar a máscara e se prevenirem contra o coronavírus. As mensagem são #FAKE.

É #FAKE que governo americano fez recomendação para as pessoas rasparem barba ou bigode por uso eficiente de máscaras contra o coronavírus
É #FAKE que governo americano fez recomendação para as pessoas rasparem barba ou bigode por uso eficiente de máscaras contra o coronavírus Foto: Reprodução

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informa em seu perfil no Twitter que não recomenda nem sequer máscaras faciais ou respiradores para uso público em geral.

O órgão afirma que o gráfico foi elaborado em 2017 pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (NIOSH) e é destinado a trabalhadores que usam respiradores, porque os pelos faciais podem causar vazamentos na vedação. O cartaz mostra, então, quais são os estilos menos apropriados.

Não há nenhuma recomendação, porém, para que todas as pessoas raspem a barba ou o bigode, como alertam as mensagens virais nas redes sociais.

Também não houve nenhum comunicado alertando que pessoas com barba ou bigode têm mais propensão a propagar o vírus, como pregam outros textos falsos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda que pessoas que não apresentem sintomas respiratórios usem máscaras médicas, pois atualmente não há evidências de que o uso rotineiro de máscaras médicas por pessoas saudáveis ​​impeça a transmissão de coronavírus.

É #FAKE texto que diz que vitamina C e limão combatem o coronavírus

Circula pelas redes sociais uma mensagem que recomenda o uso máximo de vitamina C e fatias de limão em um copo de água para combater ou prevenir o coronavírus. A mensagem é #FAKE.

É #FAKE texto que diz que vitamina C e limão combatem coronavírus
É #FAKE texto que diz que vitamina C e limão combatem coronavírus Foto: Reprodução

O infectologista e coordenador do Centro de Gestão do Coronavírus no Estado de São Paulo, David Uip, diz que ela é “totalmente falsa” e “não tem a menor sustentação”. Uip afirma que não tem o menor nexo dizer que vitamina C combate o coronavírus.

Questionado sobre a ideia de usar fatias de limão em um copo com água, ele é categórico: “Essa é a segunda asneira”.

O médico também refuta a afirmação contida na mensagem falsa que diz que “a doença parece ser causada pela fusão do gene entre uma cobra e um morcego”. “Essa é a terceira asneira.”

O texto que circula em outros países e idiomas é uma compilação de outras duas mensagens já desmentidas pela equipe do Fato ou Fake.

Uma delas diz que água de abacaxi quente combate células cancerígenas.

A outra diz que água de coco quente mata células do mesmo tipo.

É #FAKE mensagem em vídeo que diz que álcool gel não funciona como forma de prevenção contra o coronavírus

Circula pelas redes sociais um vídeo em que um homem que se diz químico autodidata afirma que álcool gel não tem nenhuma eficácia e recomenda vinagre para prevenir o contágio do coronavírus. A mensagem é #FAKE.

É #FAKE mensagem em vídeo em que homem diz que álcool gel não funciona e recomenda vinagre
É #FAKE mensagem em vídeo em que homem diz que álcool gel não funciona e recomenda vinagre Foto: Reprodução

Professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, Fábio Rodrigues diz que o trecho em que o homem diz que o álcool em gel só mata fungos e não mata bactérias ou vírus não é verdadeiro. Segundo ele, o álcool consegue atacar diferentes micro-organismos.

Também é falsa, segundo ele, a parte em que o homem fala sobre gelatinantes. “De fato, gelatinantes podem ser usados em meio de cultura na placa de Petri, mas eles agem apenas para solidificar o meio. O que vai alimentar bactérias são os nutrientes adicionados no meio. Para vírus, isso não procede de forma nenhuma”, diz o professor.

Rodrigues diz ainda que o álcool 70 INPM contém 70% da massa de álcool e o restante de água ou espessante. Portanto, não há apenas 10% de álcool, como prega o homem na mensagem falsa.

O presidente do Conselho Federal de Química, José Ribamar Oliveira Filho, afirma que o vídeo está repleto de informações incorretas e não deve ser levado a sério. O conselho, diz, deve tomar providências contra o protagonista do vídeo por exercício ilegal da profissão se for comprovada a irregularidade.

“Ele fala, por exemplo, que o gel tem 10% de álcool. Isso não é verdade. A Anvisa recomenda que o gel tenha 70% de álcool . Ou seja, uma concentração ou um grau alcoólico sete vezes maior. Ele diz também que essa substância, o gel, nessa concentração, não tem efeito nenhum antisséptico, o que também não é verdade. A nossa legislação preconiza 70% e é comprovado cientificamente que tem, sim, eficiência na assepsia das mãos.”

Conselheiro do Conselho Federal de Farmácia e professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gerson Pianetti explica que todo álcool 70% tem que ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para ter o registro, precisa seguir o formulário nacional da Farmacopéia Brasileira.

Pianetti diz que o poder antisséptico do álcool 70% já foi comprovado há mais de 200 anos.

A Anvisa reforça que “a lavagem de mãos com água e sabão e o álcool gel 70% é o procedimento padrão e mais recomendado na literatura médica para prevenção de infecção não somente pelo coronavírus, mas também por outros agentes patogênicos”. “Este é o procedimento adotado em serviços de saúde e preconizados por toda a literatura sobre o tema.”

É #FAKE que governo chinês busca aprovação para matar 20 mil pacientes com coronavírus

Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que a China busca aprovação de seu tribunal superior para matar mais de 20 mil pacientes com coronavírus e evitar a disseminação do vírus. É #FAKE.

É #FAKE que China busca aprovação para matar 20 mil pacientes com coronavírus
É #FAKE que China busca aprovação para matar 20 mil pacientes com coronavírus Foto: Reprodução

A Embaixada da China no Brasil diz que a mensagem é totalmente falsa. O Ministério da Saúde brasileiro também afirma que a informação é falsa, já que não há nenhum registro de audiência na Suprema Corte Popular da China sobre esse tema.

A mensagem falsa circula também em outros idiomas e já foi alvo de agências de checagem mundo afora. A origem da mensagem é um site que tem a fama de divulgar informações falsas.

É #FAKE que vídeo mostre crianças deitadas no chão com dor por causa do coronavírus na China

Circula nas redes sociais um vídeo que mostra crianças berrando e sacudindo pernas e braços enquanto estão deitadas no chão. A mensagem que acompanha o vídeo afirma que as crianças estão “morrendo de dor” com o coronavírus em uma “cidade da China”. É #FAKE.

É #FAKE que vídeo mostre crianças com dor por causa do coronavírus na China
É #FAKE que vídeo mostre crianças com dor por causa do coronavírus na China Foto: Reprodução

Na verdade, o vídeo não foi gravado na China nem sequer mostra pessoas com coronavírus. O vídeo foi feito em janeiro deste ano no estado de Gauteng, na África do Sul. A informação foi confirmada pelo pai do autor do vídeo, que estuda na escola do país africano e publicou as imagens na rede social TikTok.

“O vídeo mencionado no TikTok não é do coronavírus, mas sim uma iniciação em uma escola de ensino médio. Não há absolutamente nada errado com aquelas crianças, e eles estão apenas fingindo ter um ataque de bomba como iniciação para entrar na escola. Algum idiota comentou no vídeo sobre o coronavírus e fizeram o vídeo se tornar viral”, afirma o administrador da página no Facebook “Lowveld Venom Suppliers”, onde trabalha o pai do adolescente.

Procurado, o pai reafirma que a mensagem espalhada junto com o vídeo que diz que pessoas estavam morrendo de dor com o Covid-19 não é verdadeira.

A mensagem falsa também foi compartilhada em outros idiomas, como turco, inglês e árabe.

É #FAKE que desenho ‘Os Simpsons’ previu surto de coronavírus

Circula pelas redes sociais mensagens e vídeos que dizem que um episódio de 1993 do desenho animado ‘Os Simpsons’ previu o surto de coronavírus em 2020. É #FAKE.

É #FAKE que desenho 'Os Simpsons' previu surto de coronavírus
É #FAKE que desenho ‘Os Simpsons’ previu surto de coronavírus Foto: Reprodução

A mensagem falsa é composta por um quadro com quatro imagens extraídas de episódios dos Simpsons. Três delas são reais, do episódio Osaka Flu, de 1993, que mostra os personagens lidando com um surto de gripe que toma conta de Springfield após um operário de uma linha de montagem no Japão (e não na China) tossir em uma caixa enviada mais tarde à cidade com uma encomenda.

Uma das imagens do painel usado na mensagem falsa tem a expressão “corona virus.” Essa imagem, porém, é falsa. Ela foi manipulada digitalmente. A cena original foi retirada da história House Cat Flu e não menciona coronavírus, mas “apocalypse meow”.

O episódio do qual a imagem foi retirada conta uma história segundo a qual executivos de televisão, preocupados com a queda nas receitas, criam um surto de saúde pública para forçar as pessoas a ficar mais tempo em casa e assistir mais TV.

A mensagem falsa foi alvo de diversas agências de checagem mundo afora.

Veja o episódio Osaka Flu:

Veja o episódio House Cat Flu:

É #FAKE que vídeo mostre telhado cheio de morcegos fonte do coronavírus na China

Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o momento em que dezenas de morcegos saem voando quando operários movimentam peças de um telhado. A legenda que acompanha o vídeo afirma que as imagens são de Wuhan, na China, epicentro do coronavírus. A mensagem é #FAKE.

É #FAKE que vídeo mostre telhado cheio de morcegos fonte do coronavírus na China
É #FAKE que vídeo mostre telhado cheio de morcegos fonte do coronavírus na China Foto: Reprodução

Uma pesquisa reversa revela que as imagens estão na internet há quase dez anos. Mais que isso: elas não são de uma casa em Wuhan, na China, mas de uma residência em Miami, nos Estados Unidos.

Morcegos são considerados uma possível fonte do coronavírus, mas não há essa confirmação ainda. Não se sabe ao certo qual animal é o vetor do surto que surgiu na cidade chinesa de Wuhan.

É #FAKE mensagem que manda prender respiração por 10 segundos para verificar se coronavírus causou fibrose nos pulmões

Circula com frequência pelas redes sociais um texto que sugere que as pessoas segurem o ar por dez segundos para saber se têm fibrose nos pulmões provocada pelo novo coronavírus. A mensagem é #FAKE.

É #FAKE mensagem que manda prender respiração por 10 segundos para verificar se tem fibrose
É #FAKE mensagem que manda prender respiração por 10 segundos para verificar se tem fibrose Foto: Reprodução

Os infectologistas Nancy Bellei e Leonardo Weissmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, consultados pela equipe do Fato ou Fake, são enfáticos: a mensagem é totalmente falsa.

“É falso dizer que os pulmões têm 50% de fibrose. Esta técnica citada de respirar fundo e prender a respiração não tem nenhuma evidência. Para saber se há fibrose ou não, são necessários outros exames específicos”, diz Weissmann.

“É uma bobagem essa história da fibrose”, diz Bellei.

A mensagem também diz que se uma pessoa beber água a cada 15 minutos consegue se prevenir contra o vírus. Para os especialistas, isso não faz sentido.

“É falsa também essa orientação que diz que beber água previne contra o coronavírus”, afirma Weissmann. “Que adianta engolir líquidos? Tudo bobagem”, complementa Bellei.

É #FAKE que livro de 1981 previu o novo coronavírus

Circulam pelas redes sociais imagens da capa do livro “The eyes of Darkness”, de Dean Koontz, e alguns trechos atribuídos à obra. Uma legenda diz que o autor previu a ocorrência do novo coronavírus em Wuhan, na China. É #FAKE.

É #FAKE que livro de 1981 previu o novo coronavírus
É #FAKE que livro de 1981 previu o novo coronavírus Foto: Reprodução

A coleção mostra uma página do livro onde está descrita uma arma biológica “perfeita” chamada Wuhan-400, desenvolvida em laboratórios localizados perto da cidade chinesa. Em outro print, que dá a entender que seja do mesmo livro de Dean Koontz, está escrito que por volta de 2020 uma doença grave, tipo uma pneumonia, se espalhará por todo o mundo.

Há um livro, de fato, escrito em 1981 pelo autor – nas edições recentes disponíveis da obra, a palavra Wuhan aparece seis vezes. Mas as coincidências não vão muito além disso.

A página que fala de 2020 não é nem do mesmo livro. Trata-se de um trecho retirado de “End of Days: Predictions and prophecies about the end of the world”, de Sylvia Browne, publicado em 2008.

Wuhan é apenas o nome da cidade da China epicentro da transmissão do novo coronavírus, que teve início, aliás, em 2019.

Não há nada que indique que o novo coronavírus (nCOV) seja uma arma biológica, como a retratada no livro. Na verdade, trata-se de uma nova cepa, até então não identificada em humanos, de uma grande família de vírus que causam doenças que variam de resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Agurda Grave (SARS-Cov).

Na versão original, o romance nem sequer mencionava Wuhan-400, mas Gorki-400, uma referência a uma cidade russa que, após a dissolução da União Soviética, passou a ser chamada de Níjni Novgorod.

Páginas do romance The eyes of Darkness que mencionam Gorki-400
Páginas do romance The eyes of Darkness que mencionam Gorki-400 Foto: G1

Somente nas edições mais recentes, a palavra foi alterada. Além disso, no livro, Wuhan-400 tem tempo de incubação de quatro horas. Já o tempo de incubação do Covid-19 varia de 1 a 14 dias.

No livro, a tal arma biológica também tem uma taxa de mortalidade de 100%. Já a taxa de mortalidade da Covid-19 é de 2% dos casos confirmados.

Ou seja, o autor não previu o surto que hoje causa apreensão global.

É #FAKE que vídeo mostre motorista preso pela SWAT na China por estar com coronavírus

Circula pelo WhatsApp um vídeo que mostra o momento em que um homem sem máscara é cercado e preso na China. A mensagem que acompanha as imagens diz que ele foi detido após ser barrado em uma blitz para detecção do coronavírus e não colaborar com as autoridades. É #FAKE.

É #FAKE que vídeo mostre motorista preso pela SWAT na China por estar com coronavírus
É #FAKE que vídeo mostre motorista preso pela SWAT na China por estar com coronavírus

O vídeo, na verdade, mostra uma simulação realizada para treinamento de uma equipe da SWAT (Armas e Táticas Especiais) chinesa e foi reproduzido em veículos profissionais de mídia mundo afora.

Ele mostra uma equipe especializada na província de Henan, na China, simulando a detenção de um motorista que tenta furar a equipe de bloqueio do coronavírus.



O vídeo foi publicado nas redes sociais pelo perfil oficial do Gabinete de Gestão do Tráfego do Ministério da Segurança Pública da China e as legendas que o acompanham falam em exercício de resposta de emergência. Ou seja, não se trata de uma situação real.

Apesar disso, várias mensagens dão a entender que o vídeo é real e que o procedimento tem sido comum no país asiático, o que não é verdade.

A versão falsa da legenda para o vídeo circula também em outros idiomas.

É #FAKE que vídeo que mostra cobras, ratos e cães prontos para consumo humano foi gravado na China

Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra um mercado a céu aberto onde ocorre a venda para consumo humano de diversos tipos de animais, entre eles, ratos, cachorros e cobras. Uma legenda diz: “Olha da onde vem o coronavirus! Esses chineses comem toda porcaria, cachorro, rato, morcego, cobra, insetos!!! Engraçado que parece que o resto do mundo não se comove com essa maldade… matar cachorro, gatos, etc… absurdo”. É #FAKE.

É #FAKE que vídeo que mostra cobras, ratos e cães prontos para consumo humano foi gravado na China
É #FAKE que vídeo que mostra cobras, ratos e cães prontos para consumo humano foi gravado na China Foto: G1

O vídeo mostra, na verdade, o mercado de Langowan, na Indonésia, e está publicado no Youtube pelo menos desde 19 de julho de 2019.

Um dos trechos do vídeo mostra uma placa com a expressão “kantor pasar langowan”, que significa escritório do mercado Langowan. Ao digitar “Pasar Langowan” no Google Maps, é possível descobrir a localização da feira, na Indonésia. O local fica a mais de 3 mil km de distância de Wuhan, na China, cidade considerada como epicentro da doença.

Distância entre Langowan, na Indonésia, e Wuhan, na China, epicentro do coronavirus
Distância entre Langowan, na Indonésia, e Wuhan, na China, epicentro do coronavirus Foto: Reprodução

É #FAKE que Bill Gates ou a CIA obtiveram a patente do coronavírus em 2015

Circulam pelas redes sociais posts com discurso conspiratório que dizem que o bilionário Bill Gates, co-fundador da Microsoft, é dono da patente do coronavirus registrada em 2015 e concedida em 2018. A teoria conspiratória afirma que a organização que obteve a patente, The Pirbright Institute, é financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates. Em uma outra versão, a mensagem diz que a patente foi criada pela CIA, a agência de inteligência americana. Ambas são #FAKE.

A patente mencionada na afirmação é de coronavírus, mas não o mesmo que em 2020 passou a se propagar em Wuhan, na China.

É #FAKE que Bill Gates obteve a patente do coronavírus em 2015
É #FAKE que Bill Gates obteve a patente do coronavírus em 2015 Foto: Reprodução

Após a disseminação de mensagens falsas, o Instituto Pirbright divulgou um comunicado para esclarecer que realiza pesquisas sobre o vírus da bronquite infecciosa (IBV), um coronavírus que infecta aves de capoeira e o deltacoronavírus suíno que infecta porcos. “Atualmente, a Pirbright não trabalha com coronavírus humanos.”

A nota afirma que a patente 10130701 abrange o desenvolvimento de uma forma atenuada do coronavírus que pode ser potencialmente usada como uma vacina para prevenir doenças respiratórias em aves e outros animais.

É #FATO que o governo brasileiro desaconselha viajar para a China

Uma mensagem propagada nas redes sociais diz: “O governo federal desaconselha brasileiros a viajar para a China e recomenda que isso ocorra apenas em casos de extrema necessidade para evitar a contaminação pelo coronavírus”. É #FATO.

É #FATO que o governo brasileiro desaconselha viajar para a China
É #FATO que o governo brasileiro desaconselha viajar para a China Foto: Reprodução

A orientação, porém, não é uma proibição. A recomendação faz parte das diretrizes publicadas no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualizado nesta terça-feira. O território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. As pessoas provenientes da China desde aproximadamente a segunda metade de janeiro e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos.

É #FAKE que Brasil tem 10 mil infectados pelo coronavírus

Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem diz que há 10 mil infectados com o coronavírus no Brasil. É #FAKE.

É #FAKE que 10 mil estão infectados com coronavírus no Brasil
É #FAKE que 10 mil estão infectados com coronavírus no Brasil Foto: Reprodução

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, diz que uma estudante que apresentou sintomas compatíveis com os da doença e esteve em Wuhan é investigada. Ela está em um hospital e passa bem. Há outros dois casos em investigação no Paraná e no Rio Grande do Sul.

É #FAKE que OMS fez cartaz recomendando ‘evitar sexo desprotegido com animais’

Um cartaz que está viralizando no WhatsApp atribuído à OMS (Organização Mundial da Saúde) lista entre algumas recomendações para afastar o risco de infecção pelo coronavírus “evitar sexo desprotegido com animais selvagens ou de criação”. É #FAKE.



É #FAKE que OMS fez cartaz recomendando 'evitar sexo desprotegido com animais'
É #FAKE que OMS fez cartaz recomendando ‘evitar sexo desprotegido com animais’ Foto: Reprodução

A imagem, que tem circulado principalmente em inglês, foi manipulada digitalmente. A palavra “sex” (sexo) foi colocada no lugar de “contact” (contato).

Veja a imagem original:

Todas as dicas e os cartazes verdadeiros estão disponíveis para download no site da OMS.

É #FAKE que foto mostra centenas de mortos em praça na China

Circula pelas redes sociais um áudio com conteúdo alarmista acompanhado de uma foto com centenas de corpos estendidos no solo de uma praça. A mensagem, que diz que se trata de uma imagem feita na China, é #FAKE.

É #FAKE que foto mostra centenas de mortos em praça na China
É #FAKE que foto mostra centenas de mortos em praça na China Foto: Reprodução

A foto não é da China e nem é atual. A imagem foi registrada pelo fotógrafo Kai Pfaffenbach, da agência Reuters, em 24 de março de 2014. Ela retrata um projeto de arte em Frankfurt, na Alemanha, em memória das 528 vítimas do campo de concentração nazista de Katzbach.

Veja a imagem original:

Foto de arquivo de março de 2014 mostra pessoas deitadas em uma área de pedestres em Frankfurt, na Alemanha, em um projeto de arte em memória das 528 vítimas do campo de concentração nazista de Katzbach
Foto de arquivo de março de 2014 mostra pessoas deitadas em uma área de pedestres em Frankfurt, na Alemanha, em um projeto de arte em memória das 528 vítimas do campo de concentração nazista de Katzbach Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters/Arquivo

É #FAKE texto que manda beber água quente para evitar coronavírus

Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz ser uma notificação de emergência do Ministério da Saúde sobre o coronavírus, seguida de uma série de recomendações, como manter a garganta molhada e beber água quente. A mensagem é #FAKE.

É #FAKE texto que manda beber água quente para evitar coronavírus
É #FAKE texto que manda beber água quente para evitar coronavírus Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde diz que a informação é falsa e reforça que não fez nenhuma notificação de emergência com as informações contidas na mensagem.

A infectologista Nancy Bellei, consultora para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora na Unifesp, afirma ainda que todas as recomendações contidas na mensagem são falsas.

Bellei contesta, por exemplo, o trecho da mensagem que diz para a pessoa beber água quente. “Beber água é bom, a pessoa se hidrata, mas gargarejar água quente não impede que a pessoa pegue o vírus”, diz.

A mensagem falsa recomenda também que a pessoa carregue vitamina C, ideia reprovada pela infectologista. “Não existe nenhuma prevenção com uso de vitamina C. Inclusive vitamina C em excesso pode provocar cálculo renal, gastrite etc. Não serve para prevenir nenhuma doença respiratória viral nem gripe, resfriado nem coronavírus.”

Bellei afirma que, embora não exista um tratamento específico, a maior parte dos casos não é grave. Diante do tom alarmista da mensagem, a infectologista diz que a mortalidade provocada pelo coronavírus aparentemente não é elevada. “Então não existe nenhuma dessas recomendações nem essas preocupações que estão circulando.”

A médica contesta ainda a afirmação contida na mensagem de que as crianças são mais propensas ao vírus. “O que se viu até agora é que parece que as crianças são menos acometidas e não mais acometidas.”

A mensagem falsa que circula no Brasil tem centenas de posts em redes sociais, mas foi importada, porque circula também em francês e em inglês e já viralizou na Índia e em Cingapura.

É #FAKE que produtos importados da China podem conter coronavírus

Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que produtos importados da China podem estar contaminados com o coronavírus quando chegam ao Brasil. É #FAKE.

É #FAKE que produtos importados da China contêm coronavírus
É #FAKE que produtos importados da China contêm coronavírus Foto: Reprodução

“Não há risco”, diz a infectologista Nancy Bellei, consultora para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora na Unifesp. O médico Drauzio Varella também diz que o vírus só é transmitido entre humanos e não sobrevive mais de 24 horas fora do organismo humano ou de algum animal. “Você pode, sim, comprar produtos chineses à vontade.”

O Ministério da Saúde afirma que não há nenhuma evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus. Argumenta ainda que vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos, e o tempo de tráfego destes produtos costuma ser de muitos dias. O órgão esclarece que a a Anvisa tem monitorado diariamente os portos, aeroportos e fronteiras e emitido alertas sonoros de conscientização para os passageiros.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também é enfática ao dizer em sua seção de mitos sobre o coronavírus que é totalmente seguro receber encomendas da China sem risco de contrair a doença.

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