Apesar do coronavírus, número de passageiros nos ônibus de SP cresce 28%
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Apesar do coronavírus, número de passageiros nos ônibus de SP cresce 28%

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O número de passageiros transportados pelos ônibus da capital paulista aumentou 28% em apenas uma semana, segundo os números da própria SPTrans.
A estimativa dá conta de que no dia 30 de março foram 2,25 milhões de passageiros e na última segunda-feira (6), 2,88 milhões, embora a cidade continue em quarentena e com o comércio fechado por causa do coronavírus.
A SPTrans baseia seus cálculos em uma média de 9 milhões de passageiros transportados por dia útil na cidade de São Paulo (cada pessoa pode tomar mais de um ônibus).
O órgão da prefeitura, sob a gestão Bruno Covas (PSDB), calcula que houve redução de 68% no número de pessoas cruzando as catracas na última segunda, em comparação com o movimento diário normal, antes da pandemia. Na semana passada, a redução registrada pela SPTrans foi de 75%.
Por essa estimativa, cerca de 630 mil passageiros voltaram ao sistema de ônibus da capital, embora as regras de isolamento social definidas pelos governos estadual e municipal continuem a valer.
Os dados da SPTrans mostram que o pico de diminuição no número de passageiros ocorreu em 26 de março, com 77% de redução em relação a um dia útil normal. Esse ocorreu dois dias após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convocar as pessoas a voltarem ao trabalho.
Desde então, o volume de pessoas transportadas pelos ônibus municipais tem aumentado na capital paulista.
O que os números da SPTrans mostram é notado também por quem precisa tomar o ônibus todos os dias. “No começo [da quarentena], vinha vazio. Agora, já está bem mais cheio”, afirma a cuidadora Elisabete da Silva Abade, 58 anos. Ela pega a linha 695Y-10 (Terminal Parelheiros-Vila Mariana), que cruza a zona sul da capital paulista. “Embarco na avenida Nossa Senhora do Sabará [em Interlagos] às 5h30 para trabalhar aqui na Vila Mariana e volto agora à tarde. Comecei a notar que aumentou o movimento”, disse.
Entre fiscais e cobradores, a impressão também é confirmada por números. “Nas passagens em dinheiro, dava R$ 450 por dia. Caiu para R$ 70 e agora subiu para R$ 150, R$ 200”, afirmou nesta terça-feira (7) o cobrador de uma linha que circula entre as zonas norte e sul, passando pela região da avenida Paulista.
Segundo fiscais, também tem ocorrido situações em que um ônibus pequeno é substituído por um articulado no decorrer do dia, por causa do aumento no número de passageiros.
METRÔ E CPTM
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, sob a gestão João Doria (PSDB), diz que, desde o dia 24, opera com oferta de até 65% da frota, mesmo com queda de 80,2% na demanda no Metrô. Na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a redução foi de 73% e na EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), 72%.
Na linha 4-amarela, a redução foi de 80,5% e na 5-lilás, 76%, segundo a secretaria.

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