Por Tom Polansek
CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho negociados em Chicago recuaram nesta quarta-feira para o menor nível em cerca de três anos e meio, depois de a produção de etanol dos Estados Unidos registrar uma mínima recorde, refletindo na fraca demanda pelo grão.
Os futuros de soja e trigo acompanharam a tendência e também terminaram o dia em baixa.
A demanda por milho para produção de etanol sofreu com as ordens de isolamento nos EUA para evitar a disseminação do coronavírus. A fabricação semanal do biocombustível no país recuou em 102 mil barris por dia, para 570 mil barris.
“Com as perspectivas fracas para a demanda por milho para a produção de etanol e a sombria situação econômica global, a esperança de rali para o milho fica apenas em possíveis interrupções de oferta”, disse Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage.
O vencimento maio do milho fechou em queda de 2%, a 3,1925 dólares por bushel, estabelecendo uma nova mínima de contrato e atingindo o menor valor para um contrato de primeiro mês desde setembro de 2016. O milho para julho recuou 1,7%, para 3,2675 dólares/bushel, também registrando mínima de contrato.
O vencimento mais próximo do trigo cedeu 1,5%, para 5,4025 dólares/bushel, na terceira sessão consecutiva de quedas, diante das perspectivas de forte produção global e de vendas técnicas.
A soja terminou o dia em baixa de 0,7%, a 8,42 dólares por bushel, após recuar para o menor nível desde 19 de março, a 8,3875 dólares, no início do dia.
(Reportagem de Tom Polansek em Chicago, com reportagem adicional de Naveen Thukral em Cingapura e Sybille de La Hamaide e Gus Trompiz em Paris)

