NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE não tiveram direção comum nesta terça-feira, com o contrato “spot” apurando ganho modesto e o vencimento de segundo mês recuando. O mercado pairou em torno de uma resistência-chave.
AÇÚCAR
* O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,05 centavo de dólar, ou 0,5%, a 10,85 centavos de dólar por libra-peso.
* Operadores disseram que o mercado foi sustentado pela recente melhora na performance do petróleo, mas que ainda luta para superar a resistência dos 11 centavos.
* “A chave para uma recuperação substancial nos preços é se os fundos decidem construir uma posição comprada. A incerteza quanto ao panorama global sugere que eles não devem fazer isso por enquanto”, disse um corretor de Londres.
* O foco do mercado continua na proporção de cana que as usinas do centro-sul do Brasil passarão a utilizar na fabricação de açúcar neste ano, em detrimento do etanol.
* “Os preços do petróleo ao redor dos 35 dólares por barril e acima significam que o preço do etanol é competitivo frente à gasolina no Brasil. E como a vasta maioria da cana no Brasil ainda será processada, ainda há tempo para que as estimativas para a produção de açúcar caiam”, disse Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank of Australia.
* O Brasil está a caminho de registrar neste mês uma máxima recorde para as exportações de açúcar, disse a consultoria Datagro.
* O açúcar branco para agosto avançou 1 dólar, ou 0,3%, para 364,60 dólares por tonelada.
CAFÉ
* O contrato julho do café arábica fechou em queda de 0,7 centavo de dólar, ou 0,6%, a 1,0705 dólar por libra-peso. O café tem girado em torno do mesmo nível nas últimas sessões, com o mercado à procura de uma direção.
* O Commerzbank disse em nota que o cenário técnico para o café é neutro, com o mercado apoiado entre 1,0180 dólar e 1,0380 dólar, área na qual o contrato julho encontrou suporte em fevereiro, março e abril.
* Alguns operadores citaram projeções de enfraquecimento da demanda.
* “O impacto vem das vendas realizadas fora de casa (como esperado) e não tem sido compensado pelo consumo doméstico. Se as previsões se confirmarem, certamente haverá um impacto negativo nos preços”, disse o operador Rodrigo Costa em nota a clientes.
* O café robusta para julho avançou 2 dólares, ou 0,2%, para 1.184 dólares por tonelada.
(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

