'Eu sinto o racismo a todo momento', diz Diego Maurício
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‘Eu sinto o racismo a todo momento’, diz Diego Maurício

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Atacante do CSA, Diego Maurício disse sentir o racismo a todo momento. Convidado do Troca de Passes de hoje, o jogador relatou algumas situações em que foi vítima de preconceito racial e cobrou igualdade.
“Eu sinto a todo momento. Eu vou num lugar com o meu carro e o policial me para. Ele não vai pedir meu documento, ele vai me tirar e perguntar porque estou com este carro e para onde estou indo”, disse o atacante.
Em sua passagem pelo futebol russo, Diego Maurício relatou que foi vigiado por um segurança em um supermercado.
“Eu estava num supermercado na Rússia e tinha um segurança ao meu lado me vigiando. Teve uma hora que eu fiquei meio preocupado. Eu andava para um lado, para outro, e ele me seguia. Eu fiquei muito triste. Eu paguei o mantimento que eu comprei e ele estava do meu lado ainda, me acompanhando. Ele foi até a saída do supermercado. Praticamente me acompanhou até o meu carro. Foi uma coisa que me deixou muito triste”, contou o atacante, que narrou outro episódio, dessa vez envolvendo sua esposa.
“Minha esposa é branca, e nós estávamos num posto para botar gasolina. Eu parei o carro, baixei o vidro e pedi para o cara botar gasolina para mim. Neste momento, parou a polícia na minha frente e me mandou sair. Ele me levou para um canto e levou minha esposa para o outro canto. Me senti muito mal. Ele perguntou o que eu estava fazendo com ela, se eu estava assaltando ela. A gente chorou juntos a noite inteira”.
Negando a existência de uma “guerra” de negros contra brancos, Diego refletiu sobre os protestos após a morte por asfixia de George Floyd. O jogador ainda defendeu que todo preconceito está errado, não apenas o racial.
“Não tem guerra de negros contra brancos nem de brancos contra negros. O que nós, negros, estamos pedindo é igualdade no emprego, na educação, em várias coisas. Não é guerra de um contra o outro. A gente teve que ver uma morte brutal acontecer nos Estados Unidos para as pessoas prestarem atenção no que está acontecendo. Se não tivesse filmagem, não teriam esses atos no mundo inteiro. Todo tipo de preconceito está errado”, falou.

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