Açúcar bruto interrompe rali na ICE; futuros do café recuam

Mix Vale

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em leve alta nesta terça-feira, com o mercado se consolidando pouco abaixo da máxima de quase três meses registrada na sessão anterior.

Os cafés arábica e robusta terminaram o dia em queda.

AÇÚCAR

* O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,06 centavo de dólar, ou 0,5%, a 12,00 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar 12,27 centavos na segunda-feira, maior nível para o primeiro mês desde 11 de março.

* Operadores disseram que a alta recente tem sido guiada pelo fortalecimento nos mercados acionários e de petróleo, enquanto uma fila de navios aguardando para carregar no Porto de Santos (SP) também é vista como fator de apoio.

* “O prolongamento das filas de navios nos principais portos de açúcar do Brasil é uma evidência de que a demanda no curto prazo é real… E é também uma evidência justamente dos problemas na cadeia de oferta que muitos temiam em meio à epidemia de Covid-19”, disse em nota Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank of Australia.

* O açúcar branco para agosto avançou 1,00 dólar, ou 0,3%, para 388,30 dólares por tonelada.

CAFÉ

* O contrato julho do café arábica fechou em queda de 1,10 centavo de dólar, ou 1,1%, a 97,80 centavos de dólar por libra-peso.

* O analista técnico do Commerzbank, Axel Rudolph, disse em nota que o contrato julho parece ter um intervalo limitado entre a mínima de 94,80 centavos, registrada em 1º de junho, e a resistência entre 101,80 centavos e 103,80 centavos.

* O tempo seco nos próximos dez dias nos cafezais do Brasil deve impulsionar o ritmo de colheita do país, disse a consultoria Pharos.

* Mas a seca excessiva está começando a preocupar produtores, considerando os potenciais agrícolas para a safra do ano que vem.

* O IBGE estimou a produção de café do Brasil em 2020 em 57,3 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 0,7% em relação à previsão do mês anterior, diante de perdas na safra de robusta (conilon). O instituto vê, porém, alta de 14,7% na comparação anual.

* O café robusta para julho recuou 29 dólares, ou 2,3%, para 1.221 dólares por tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)