Bayer se aproxima de acordo sobre glifosato após longa negociação, dizem fontes

Mix Vale

Por Tina Bellon e Patricia Weiss

(Reuters) – A alemã Bayer deve fechar um acordo nesta semana com reclamantes nos Estados Unidos que alegam que os herbicidas da empresa à base de glifosato causam câncer, disseram à Reuters duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Após mais de um ano de negociações, no entanto, alguns detalhes e a quantia total a ser paga pelo acordo ainda precisam ser definidos, afirmou uma das fontes, em condição de anonimato.

O jornal alemão Handelsblatt noticiou no início desta terça-feira que um acordo era iminente, com a Bayer empenhando de 8 bilhões a 10 bilhões de dólares para encerrar os processos, incluindo 2 bilhões de dólares em provisões para casos futuros.

O grupo farmacêutico e de pesticidas, que disse em maio que as negociações vinham progredindo, pretende estabelecer um limite para as disputas legais envolvendo o herbicida Roundup e outros produtos à base de glifosato –linha herdada da Monsanto, empresa que adquiriu por 63 bilhões de dólares em 2018.

As ações da Bayer chegaram a subir 6%, a 72,78 euros. Ainda assim, seguem mais de 20% abaixo do valor de agosto de 2018, quando a empresa perdeu o primeiro de três processos relacionados ao tema, com indenizações estabelecidas em dezenas de milhões de dólares.

A Bayer, que afirmou diversas vezes que o produto é seguro para uso e possui a aprovação de reguladores, está recorrendo às três decisões judiciais.

Um porta-voz da Bayer se recusou a comentar o assunto. Perry Weitz, do escritório de advocacia Weitz & Luxenberg, um dos principais envolvidos no litígio sobre o Roundup, também não comentou.