WASHINGTON (Reuters) – O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta quarta-feira que cabe a Israel tomar suas próprias decisões quanto à anexação de assentamentos na Cisjordânia ocupada, como o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, prometeu fazer, apesar da oposição internacional.
Falando a repórteres antes do prazo de 1º de julho estabelecido por Netanyahu, Pompeo disse que ampliar a soberania de Israel é uma decisão “para os israelenses tomarem”.
Assessores graduados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começaram a debater na terça-feira se dão sinal verde para Netanyahu seguir adiante com a anexação, o que provocou o repúdio dos palestinos, de aliados árabes dos EUA e de vários outros governos estrangeiros.
Ainda nesta quarta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um apelo a Israel para que abandone os planos de anexar partes da Cisjordânia, alertando que tal ação ameaça as perspectivas de paz com os palestinos.
O plano para a paz israelo-palestina de Trump, apresentado em janeiro, prevê que os EUA reconheceriam os assentamentos judeus –construídos em terras que os palestinos pleiteiam para um Estado– como parte de Israel.
A proposta criaria um Estado palestino como parte de um plano de paz mais abrangente, mas impõe condições rígidas para tanto. Líderes palestinos rejeitaram completamente a iniciativa.
Incentivado pelo gesto de Trump, Netanyahu pretende lançar seu projeto para aplicar a soberania aos assentamentos e o Vale do Jordão contando com uma aprovação dos EUA. A maioria dos países considera os assentamentos israelenses ilegais, e os líderes palestinos expressaram revolta diante da possibilidade de uma anexação.
(Por Humeyra Pamuk, Matt Spetalnick, Arshad Mohammed e David Brunnstrom)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

