Ministério da Saúde diz que está repondo estoque de sedativos dos estados
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Ministério da Saúde diz que está repondo estoque de sedativos dos estados

Najara Araujo/Câmara dos Deputados
Reunião Técnica por videoconferência - Medicamentos Sedativos. Dep. Dr. Luiz Antonio TeixeiraJr. (PP - RJ)
Teixeira Jr.: relatos de dificuldade de compra são frequentes na comissão

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou a deputados que a pasta realizou a compra do excedente da produção de sedativos diretamente da indústria para abastecer hospitais de todo País. “Até ontem nós já tínhamos atendido as secretarias estaduais de saúde do Amazonas, Goiás, São Paulo, Amapá, Bahia e Ceará. Hoje, Maranhão, Roraima, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e São Paulo”, enumerou.

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19 realizou audiência pública nesta terça-feira (30) para ouvir dos órgãos responsáveis pela fiscalização e distribuição de medicamentos como está a situação do abastecimento de sedativos para os hospitais públicos e privados.

O presidente da comissão, deputado Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ), lembrou que na semana passada a comissão ouviu secretários de saúde e dirigentes de hospitais sobre problemas de abastecimento. “É um relato frequente chegando na nossa comissão sobre a dificuldade de compra”, completou.

Teixeira Jr. citou ainda relatório do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) informando que o índice de desabastecimento dos sedativos chegava a mais de 90%, no início de junho. “Eu pedi uma pesquisa para a Associação Nacional dos Hospitais Privados de alguns itens com sobrepreço e remarcação de mais de 300%”, ressaltou o deputado.

O presidente executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Excepcionais e Hospitalares, Paulo Maia, afirmou que as empresas que fazem parte da associação, e que representam 58% do mercado, praticam os preços determinados pela lista de preços de medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já o representante do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Nelson Mussolini, lembrou que os preços de medicamentos são tabelados, e têm um ajuste de 21% a menos para as vendas realizadas para o governo.

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