Por Chris Kahn e Peter Szekely
NOVA YORK (Reuters) – O nervosismo dos norte-americanos com a disseminação do coronavírus está no nível mais alto em mais de um mês, mostrou uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira, um dia depois de os Estados Unidos registrarem o maior aumento diário de casos novos desde o início da pandemia.
O levantamento realizado entre 29 e 30 de junho apontou que 81% dos adultos norte-americanos estão “muito” ou “algo” preocupados com a pandemia, a taxa mais elevada desde uma pesquisa semelhante realizada em 11 e 12 de maio. O país já tem mais de 127 mil mortes do vírus, de longe a maior cifra do mundo.
O epicentro da epidemia de Covid-19 nos EUA se transferiu do nordeste para o oeste e o sul, especialmente Califórnia, Texas, Flórida e Arizona.
Autoridades de saúde pública acreditam que a decisão de reabrir bares em muitos Estados foi um dos principais catalisadores dos aumentos acentuados nesses locais.
Os EUA registraram seu maior aumento diário –quase 48 mil infecções novas– na terça-feira, sendo mais de 8 mil na Califórnia e uma quantidade igual no Texas, mostrou uma contagem da Reuters.
Os temores sobre a pandemia parecem estar crescendo mais entre membros do Partido Republicano, do presidente Donald Trump, de acordo com a pesquisa Reuters/Ipsos.
Em geral, os republicanos têm mostrado menos disposição para impor e manter restrições para deter a proliferação do vírus, como o confinamento em casa ou o uso de máscaras, transformando as medidas de combate ao vírus em uma questão partidária.
Cerca de 7 de cada 10 republicanos disseram estar pessoalmente preocupados com a disseminação do vírus, em comparação com 6 de cada 10 republicanos em pesquisas realizadas ao longo das últimas semanas. Cerca de 9 de cada 10 democratas expressaram um receio semelhante, um número igual ao de levantamentos anteriores.
(Reportagem adicional de Brendan O’Brien, Christine Chan, e Lisa Shumaker, em Chicago)

