A pandemia do coronavírus provocou mudanças no comportamento do consumidor, o que acabou impactando nas empresas, que precisaram se reinventar para manter a operação.
Com menos pessoas circulando nas ruas desde que a pandemia do novo coronavírus começou, os negócios precisaram pensar em formas de adaptar seus serviços para continuar em operação. Enquanto o consumidor transforma sua relação com as compras, as empresas se reinventam para atender seus clientes no “novo normal”, desde um melhor posicionamento online até a otimização dos processos.
Do físico para o online
Uma das maiores alterações no comportamento do consumidor foi o modo de comprar. Com a implementação do isolamento social em centenas de cidades, os e-commerces passaram a ganhar mais espaço entre os brasileiros. Assim, as empresas que ainda não tinham uma presença online “correram” para oferecer essa opção de consumo aos clientes.
Para algumas marcas, foi necessário investir em aplicativos e sites de compras próprios. Para pequenos e médios comerciantes, a solução foi utilizar plataformas bem conhecidas para anunciar seus produtos e até fazer vendas, como o Facebook e o Instagram.
Essa adaptação acabou refletindo nos números das vendas online, que segundo dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), aumentou em mais de 100% durante os primeiros meses da quarentena.
Passar do físico para o online foi mais do que uma forma das empresas se reinventarem, mas também um jeito para manter a economia aquecida, colaborando para que os índices de desemprego não mudassem tão drasticamente.
Otimização dos processos
Otimizar processos foi um fator chave para que muitas empresas pudessem continuar em operação, mesmo com a pandemia. Com muitos profissionais trabalhando de forma remota, foi preciso analisar o que poderia ser melhorado, para economizar tanto o tempo do funcionário quanto os recursos da organização.
Assim, tarefas que ainda eram realizadas de forma manual, passaram a ser automatizadas (total ou parcialmente). Novos softwares acabaram ganhando destaque no mercado, como é o caso do Wondershare PDFelement, que apresentou um crescimento em suas buscas nos últimos meses , uma vez que é um programa desenvolvido para facilitar a criação e edição de arquivos.
No caso do PDFelement, os novos usuários chegaram até à marca pelos recursos oferecidos pelo software em relação a configuração de documentos. O programa permite que se faça edições simples, converta um PDF em Word ou outros formatos e até admite assinaturas virtuais, que são válidas juridicamente, ideal para os contratos. Ou seja, as empresas perceberam que até a parte burocrática poderia ser otimizada com a tecnologia.
Novos serviços
Alguns segmentos precisaram ir além quando se trata de atender os clientes, especialmente aqueles que encontraram restrições de funcionamento na legislação. É o caso dos salões de beleza, que em muitos estados, continuam sem uma previsão de reabertura. O jeito para muitos empresários do ramo foi criar produtos, ensinando o consumidor ao invés de oferecer determinado serviço.
Cabeleireiros e manicures passaram a montar grupos em que, por uma mensalidade pequena, ensinam como fazer procedimentos estéticos em casa. Nesses grupos, há espaço para tirar dúvidas e até uma consultoria à distância, naqueles casos em que é preciso uma análise maior, como a saúde dos fios para aplicação de tintura, por exemplo.
A área da saúde também passou pelo mesmo processo, onde os profissionais dão aulas remotas, ensinando o consumidor com aquilo que tem em casa. Fisioterapeutas e educadores físicos são grandes exemplos de profissionais que estão ensinando online para não perder a clientela.
Como a pandemia tem afetado o comércio
A economia nacional e global funciona como um grande organismo em que um aspecto afeta a consistência do todo. Dessa forma, desde que a OMS decretou estado de pandemia, os especialistas financeiros começaram a prever grandes quedas em setores específicos, como o turismo, a aviação e o comércio.
Para a Organização Mundial do Comércio (OMC), os índices de comércio global caíram, mas poderia ser ainda pior. No primeiro trimestre de 2020, houve uma queda de 3% no volume de negociações, um número considerável, que não foi maior pela ação rápida dos governos ao redor do mundo, algo que não aconteceu durante a crise de 2008 e 2009.
Ainda de acordo com o órgão, se o comércio obtiver o crescimento de 2,5% por trimestre, até o final deste ano, estaremos em uma projeção otimista de queda no consumo de 13%. Comparada à crise financeira de 2009, em que o comércio caiu 12,5%, essa previsão não parece tão ruim para os empresários.

