Frente parlamentar defende uso de games para gerar empregos e tornar ensino mais atraente
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Frente parlamentar defende uso de games para gerar empregos e tornar ensino mais atraente

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Paula Fróes/Governo da Bahia
Tecnologia - geral - videogames crianças jogos eletrônicos (evento: Gamepólitan em Salvador-BA)
Para especialista em games, uso dos jogos eletrônicos pode reduzir a evasão escolar

Em 2019, o mercado de games movimentou, no Brasil, mais de R$ 5 bilhões. Com a intenção de alavancar ainda mais o setor, foi criada a Frente Parlamentar de Games e Jogos Eletrônicos.

Para discutir a geração de emprego e renda pelo setor e o uso dos jogos na educação, a Frente realizou nesta quarta-feira (15) reunião virtual com pessoas ligadas à área.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, participou do encontro e destacou que as tecnologias desenvolvidas nos jogos eletrônicos vão muito além do entretenimento, e estão sendo utilizadas em várias áreas.

“As tecnologias envolvidas dentro de uma área como essa, elas vão do vídeo em si ao software utilizado, toda a parte de controle, de modelamento matemático, modelamento com inteligência artificial. As aplicações dessas tecnologias como um todo são gigantescas”, disse.

A representante da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), Eliana Russo, lembrou que o setor gera empregos em todas as regiões do país, não estando restrito ao eixo Rio – São Paulo.

“Nessa vertente de geração, de inovação, de empreendedorismo, o Brasil tem na mão hoje condições de, ao apoiar as empresas desenvolvedoras de games, gerar crescimento. Em todo o Brasil a gente tem boas empresas, inclusive exportando”, observou.

O coordenador da Frente, deputado Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), destacou que o objetivo da frente é permitir que o setor se desenvolva, e que essas tecnologias possam ser usadas nas escolas de todo o país.

“Essa é uma das metas da Frente: criar espaços nas escolas públicas para criar todos esses profissionais para atuar no mundo dos games e jogos eletrônicos”.

Evasão escolar
O advogado da área de games, Marcelo Mattoso, destacou que a aplicação dos jogos em educação tem como objetivo tornar as atividades diárias na escola mais interessantes, ajudando assim a combater a evasão escolar.

“Então você consegue tirar aquele aspecto de caderno, livro, lousa e professor. Aquele quadrado que às vezes é entediante. Através dos games você consegue transformar a matéria de uma forma muito mais atrativa e interessante para aquele jovem. Então você tem essas duas vertentes, você consegue atacar pelos esportes, que é uma similaridade com os esportes tradicionais e a gente já sabe que isso funciona, e você tira crianças da miséria, você tira crianças da ignorância, você consegue dar uma perspectiva de vida para essas pessoas. Mas, você também consegue atrair eles de uma outra forma, ‘gameficando’ as matérias”.

O Brasil é o 13º país no mercado de games, com quase 76 milhões de jogadores. De 2014 a 2018 o mercado de desenvolvedores de jogos cresceu 164%, empregando duas mil e 700 pessoas.

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