Covid-19 acelera no Meio-Oeste dos EUA com viagens durante férias de verão
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Covid-19 acelera no Meio-Oeste dos EUA com viagens durante férias de verão

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Por Lisa Lambert e Maria Caspani

WASHINGTON/NOVA YORK (Reuters) – As infecções por coronavírus parecem estar acelerando nos Estados do Meio-Oeste norte-americano, afirmou a coordenadora da Força-Tarefa do Coronavírus da Casa Branca nesta quinta-feira, enquanto o Estado de Ohio reportou um número recorde de casos e o governador de Wisconsin instituiu o uso obrigatório de máscaras. 

A epidemia de coronavírus está subindo para Ohio, Kentucky, Tennessee, Missouri, Kansas e Nebraska a partir do sul “por causa das férias e de outros motivos de viagem”, disse Deborah Birxn ao canal Fox News. 

O Departamento de Saúde de Ohio anunciou que o Estado teve o maior aumento diário de números de casos desde o início da pandemia em janeiro, o que, segundo o governador Mike DeWine, “certamente não era boa notícia”.

A alguns Estados de distância, no Wisconsin, Tony Evers se juntou a dezenas de outros governadores entre aqueles que decretaram a obrigatoriedade do uso de máscaras em público.

As máscaras são recomendadas por especialistas de saúde, mas alguns conservadores dizem que a obrigatoriedade do uso viola a Constituição norte-americana.

“Embora eu saiba que as emoções estão altas em relação ao uso de máscaras em público, o meu dever como governador é colocar as pessoas em primeiro lugar e fazer o que é melhor para o povo do nosso Estado, então é isso que vou fazer”, disse Evers, que é democrata, em nota. 

Os Estados Unidos permanecem sendo o país mais afetado pela pandemia de Covid-19, ultrapassando um número total de mortos de 150 mil nesta quarta-feira. 

O Estado da Flórida reportou uma alta recorde em novas mortes de Covid-19 pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, de acordo com o departamento de Saúde do Estado, enquanto o Arizona também reportou um aumento recorde nos óbitos. 

O surto e a propagação de novos casos de coronavírus prejudicam as iniciativas para sair da crise econômica causada pelas ordens de isolamento e fechamento de empresas, que deixaram milhões de norte-americanos sem emprego, fecharam escolas e suspenderam eventos de entretenimento e esporte. 

Na quinta-feira, dados do Departamento de Comércio para o segundo trimestre mostraram a maior contração na economia norte-americana desde a Grande Depressão: queda de 32,9%. 

(Reportagem de Brendan O’Brien e Karen Pierog, em Chicago; Andrew Hay, em Albuquerque; Lisa Lambert, Susan Heavey e Andrea Shalal, em Washington; e Gabriella Borter e Maria Caspani, em Nova York)

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