Por Mark Weinraub
CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago recuaram pelo quarto dia consecutivo nesta sexta-feira, atingindo o menor nível desde 30 de junho, diante de expectativas de que a grande oferta da oleaginosa nos Estados Unidos supere a demanda, mesmo com firmes compras da China, disseram operadores.
O panorama baixista de oferta também pressionou os futuros do trigo, que cederam para uma mínima de um mês, e o mercado do milho.
O contrato novembro da soja fechou em queda de 8,75 centavos de dólar, a 8,6750 dólares por bushel.
Operadores ajustaram posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do USDA que será divulgado na semana que vem. Analistas acreditam que haverá um aumento nas perspectivas do governo para a situação de oferta das três commodities.
“Temos boas condições para a safra”, disse Brian Hoops, presidente da corretora Midwest Market Solutions. “Temos um relatório na semana que vem que deverá ser um pouco baixista. As tensões políticas continuam aumentando. Todos esses fatores são baixistas o suficiente para continuar empurrando esse mercado para baixo.”
O trigo para setembro recuou 8,75 centavos, para 4,9250 dólares o bushel, e acumulou queda de 6,6% na semana, maior perda semanal para um vencimento mais ativo desde o início de 2019, em meio a sinais de ampla oferta global.
O contrato dezembro do milho cedeu 3 centavos, a 3,2075 dólares/bushel.
(Reportagem adicional de Gus Trompiz, em Paris, e Naveen Thukral, em Cingapura)

