Policial é demitido após dar socos no rosto de homem negro durante abordagem nos EUA
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Policial é demitido após dar socos no rosto de homem negro durante abordagem nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um policial branco foi demitido nesta segunda (14) após a divulgação de um vídeo no qual aparece socando o rosto de um homem negro durante abordagem na sexta (11) no estado da Geórgia, nos EUA.

Roderick Walker, 26, fazia uma viagem por meio de aplicativo de transporte junto com a namorada, Juanita Davis, o filho de 5 meses e o enteado quando o carro foi parado devido a uma lanterna traseira quebrada.

Apesar de não estar dirigindo, os agentes pediram que ele apresentasse documentos. Quando questionou a ação, os policiais ordenaram que saísse do carro, enquanto mais viaturas chegavam ao local. Momentos depois, Walker estava no chão.

No vídeo, publicado pelo advogado de direitos civis Benjamin Crump, é possível ver dois policiais brancos em cima de Walker, que diz não conseguir respirar -mesma frase dita por George Floyd, homem negro asfixiado por policial branco em Minnesota e cuja morte deu início a protestos antirracismo nos EUA.

Mesmo imobilizado, Walker é agredido várias vezes no rosto por um dos agentes, enquanto sua namorada grita para que saiam de cima dele. Quando os policiais finalmente se levantam, ele está inconsciente. O homem foi algemado e preso, acusado de agressão e obstrução do trabalho policial. No vídeo, um dos oficiais diz que Walker mordeu a mão dele, o que Davis nega.

“Policiais de Clayton, na Geórgia, pararam um motorista do [aplicativo] Lyft, mas agrediram o passageiro negro”, escreveu Crump ao publicar o vídeo no Twitter.

“Os agentes colocaram seu rosto no asfalto e o socaram várias vezes por não ter identificação. Inacreditável… Outro homem negro dizendo ‘não consigo respirar’ enquanto é asfixiado pela polícia!”

Em anúncio nesta segunda (14), a polícia do condado de Clayton disse que o policial que agrediu Walker foi demitido por “uso excessivo de força” e que o caso será encaminhado à procuradoria do condado. O agente já havia sido suspenso no sábado (12).

Walker, por sua vez, ainda está preso. A polícia diz que há um mandado em aberto contra ele por violência doméstica contra crianças, posse de arma ilegal e por perder uma audiência com um juiz. Seu advogado, Shean Williams, acusa a corporação de forjar as acusações para justificar a abordagem violenta.

“Roderick Walker não estaria na cadeia se não fosse por essa abordagem ilegal que violou seus direitos constitucionais”, disse ao jornal Washington Post.

“Ele não fez nada de errado. Como uma lanterna quebrada pode terminar com um homem agredido, asfixiado e quase morto?”, disse Juanita Davis em uma entrevista coletiva no sábado.

A Associação Nacional ao Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês), uma das principais organizações de direitos civis nos EUA, pediu em comunicado que Walker seja solto imediatamente.

A advogada de direitos civis Kristen Clarke publicou uma foto da vítima após a agressão. No tuíte, Clarke escreveu: “Esse é Roderick Walker. Ele tem 26 anos de idade e foi violentamente agredido por um policial de Clayton, na Geórgia, na frente de sua namorada e filho. Walker era o passageiro em um carro parado por uma lanterna quebrada e ousou perguntar por que era ele quem precisava mostrar documentos”.

O caso de Walker é o mais recente de uma série de abordagens violentas de policiais a pessoas negras nos EUA. Em 23 de agosto, policiais em Kenosha, no estado de Wisconsin, balearam pelas costas Jacob Blake, que ficou paraplégico.

Em 1º de setembro, a polícia de Los Angeles matou Dijon Kizzee com oito tiros pelas costas após o ciclista negro fugir de uma abordagem por infração de trânsito.

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