Café e açúcar recuam na ICE com vendas de fundos

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros de açúcar bruto e café arábica fecharam em baixa no ICE nesta segunda-feira, com fundos especuladores liquidando algumas de suas posições compradas em várias commodities agrícolas e o dólar enfraquecendo.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 0,39 centavo de dólar, ou 2,7%, a 13,84 centavos de dólar por libra-peso, após subir para um pico de 7 meses e meio de 14,55 centavos no início da sessão.

* Operadores disseram que os especuladores, que mantêm uma posição comprada em açúcar em patamar mais elevado de vários anos, liquidaram algumas dessas posições em reação à fraqueza do dólar.

* Índia e Brasil continuam sendo o foco do mercado, afirmaram os operadores. No Brasil, a questão é se as chuvas atuais vão fornecer umidade suficiente para os canaviais se recuperarem após um período de seca extrema.

* A Índia ainda não anunciou até que ponto vai subsidiar as exportações de açúcar, com rumores de que a decisão pode ser adiada até o início do próximo mês. Qualquer redução nas exportações indianas restringiria o abastecimento global.

* O açúcar branco de dezembro caiu 2,30 dólares, ou 0,6%, a 382,60 dólares por tonelada.

CAFÉ

* O contrato dezembro do café arábica fechou em baixa de 2,4 centavos de dólar, ou 2,2%, a 1,0915 dólar por libra-peso, interrompendo uma curta recuperação quando os preços subiram nas últimas quatro sessões do ICE.

* Operadores disseram que o mercado está buscando rumos em um momento de incerteza quanto à produção futura no maior produtor, o Brasil, e enquanto a pandemia evolui no Hemisfério Norte com a aproximação do inverno.

* As lavouras de café brasileiras receberam chuvas no fim de semana, após uma seca prolongada que colocou em risco o período de floração.

* “Haverá chuva suficiente para as árvores se recuperarem? Qual será o tamanho da próxima safra brasileira?” perguntou um trader de São Paulo.

* O café robusta para novembro caiu 27 dólares, ou 2,1%, a 1.233 dólares por tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)