Comunidade internacional precisa fazer mais para enfrentar crise da COVID-19, diz FMI

WASHINGTON (Reuters) – A comunidade internacional precisa fazer mais para enfrentar as consequências econômicas da crise COVID-19, disse nesta segunda-feira a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

Alguns dos principais eventos das reuniões anuais virtuais e prolongadas do FMI acontecem esta semana, com a questão mais urgente sendo como apoiar os países em dificuldades.

“Vamos continuar a pressionar para fazer ainda mais”, disse Georgieva durante uma cúpula online do FT África.

“Eu imploraria também por mais doações para os países africanos. O Banco Mundial tem capacidade para aumentar as doações. Talvez vocês possam fazer ainda mais … e os doadores bilaterais podem fazer mais a esse respeito”, disse.

Os governos do G20 devem estender sua Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), que até agora congelou cerca de 5 bilhões de dólares em pagamentos da dívida dos países mais pobres, mas existe pressão sobre os principais bancos de desenvolvimento e credores privados para fornecer alívio também.

Georgieva acrescentou que o Fundo está pressionando para transferir mais de seus Direitos de Saque Especiais (SDR, na sigla em inglês) existentes para países que mais precisam de apoio, e está “muito comprometido” em encontrar um caminho a seguir para países como a Zâmbia, que agora precisam reestruturar suas dívidas.

“Esta é a mensagem para todos os países em sobreendividamento: Se a dívida não for sustentável, avance para a reestruturação, quanto mais cedo melhor”, defendeu.

(Reportagem de Marc Jones e Andrea Shalal)