Bolsa fecha em alta de 1,05%, maior nível desde 17 de setembro

Em ajuste ao forte avanço do dia anterior em Nova York, que chegou a 2,56% no Nasdaq, o Ibovespa teve retorno positivo do feriado da Padroeira, apesar da aversão a risco que prevaleceu nesta terça-feira, 13, no exterior, em meio à segunda onda de Covid-19 na Europa, a suspensão dos testes clínicos com vacina da Johnson & Johnson e em medicamento da Eli Lilly, além da falta de avanço sobre o pacote fiscal nos EUA.

Assim, o principal índice da B3 fechou no maior nível desde 17 de setembro (100.097,83 pontos), hoje em alta de 1,05%, a 98.502,82 pontos, tendo quase tocado o nível de 99 mil, aos 98.998,47 pontos na máxima da sessão, saindo de mínima a 97.336,30, com abertura aos 97.483,49 pontos e giro financeiro a R$ 26,1 bilhões no encerramento. Em outubro, avança 4,12%, cedendo 14,82% no ano.

“A sessão teve poucos ‘drivers’, com o mercado à espera dos balanços locais a partir desta quinta-feira. A ausência de novos ruídos políticos contribuiu para que o Ibovespa fosse atrás dos ganhos de ontem em Nova York, buscando os 99 mil na máxima, mesmo sem a ajuda das ações de bancos na maior parte do dia, que continuam a segurar o índice”, diz Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus. Ele chama atenção para o forte desempenho de Magazine Luiza (+5,96%), com o mercado de olho em novo desdobramento da ação, a partir de amanhã.

Na ponta do Ibovespa, os ganhos de Magalu nesta terça-feira foram superados apenas pelos de B2W (+6,73%), com o setor de varejo eletrônico no foco dos investidores, atentos à aproximação das vendas de fim de ano, a começar pela Black Friday. Logo atrás, Marfrig encerrou hoje em alta de 4,72%.

No lado oposto do índice, Embraer cedeu hoje 2,99%, Yduqs, 2,63%, e MRV, 2,19%. As ações de bancos mudaram de direção e conseguiram na maioria fechar em leve alta, à exceção de Itaú PN (-0,96%) e BTG (-1,64%), enquanto as commodities andaram na mesma direção ao longo desta terça-feira, com destaque para Petrobras PN (+1,67%), em dia de avanço de 1,75% no barril do Brent para dezembro, a US$ 42,45, após dados de comércio exterior acima do esperado para a China, referentes a setembro. Entre as siderúrgicas, também no azul na sessão, CSN, que divulga balanço na quinta-feira, subiu 3,10%, à frente do segmento.

“Na máxima, o Ibovespa foi além dos 98,6 mil do intradia da sexta-feira, mas é preciso ter confirmação deste nível em fechamento – ficou perto, mas não ocorreu hoje. O viés continua a ser de baixa, com o mercado mostrando em certos momentos um pouco mais de otimismo, em outros, pessimismo. Uma posição compradora mais forte deve vir somente aos 100 mil, com resistência importante aos 101,2 mil pontos”, observa Rodrigo Barreto, analista gráfico na Necton. Por outro lado, se o índice vier abaixo dos 97 mil, teria prova importante aos 95,5 mil, nível abaixo do qual tende a se enfraquecer, acrescenta o analista.