Plantações de trigo na UE se recuperam apesar do clima adverso

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PARIS (Reuters) – A área plantada com trigo soft deve aumentar na União Europeia este ano, apesar do clima adverso em alguns dos principais países produtores, que levantou a preocupação sobre uma possível repetição da temporada passada, quando os trabalhos foram interrompidos pelas chuvas, disseram analistas.

A melhora nas perspectivas deve ser um alívio, principalmente na França, o maior produtor de grãos da União Europeia, onde a safra de trigo soft deste ano caiu cerca de um terço, também prejudicada pelo clima seco na primavera (do Hemisfério Norte).

A consultoria Strategie Grains estima que a área semeada com trigo soft na UE e no Reino Unido para a safra de 2021 será 9% superior à do ano passado, em 24 milhões de hectares, impulsionada principalmente por uma recuperação na França e na Grã-Bretanha.

Na França, os agricultores plantaram 12% da área esperada até 12 de outubro, ante 16% na mesma época do ano anterior, disse o escritório agrícola FranceAgriMer nesta sexta-feira.

Os produtores britânicos devem plantar cerca de 1,8 milhão de hectares, em linha com a temporada anterior, de acordo com analistas do Conselho de Desenvolvimento de Agricultura e Horticultura da Grã-Bretanha.

Na Alemanha, a semeadura de grãos do inverno (do Hemisfério Norte) progrediu bem, com um clima satisfatório.

“Estava mais seco do que o normal e isso causou um ligeiro atraso na semeadura em algumas áreas, mas não vejo motivo para preocupação nacional, já que tivemos volumes razoáveis ​​de chuva na maior parte do país”, disse um analista de grãos alemão.

Na Polônia, a maioria das safras de inverno já foi plantada, disse Wojtek Sabaranski da consultoria Sparks Polska, que espera uma área ligeiramente maior de trigo nesta temporada devido aos recentes altos preços.

“As recentes chuvas fortes em todo o país serão favoráveis ​​à emergência das plantas e ao estabelecimento adequado da cultura antes do inverno”, disse Sabaranski.

(Reportagem de Sybille de La Hamaide em Paris, Michael Hogan em Hamburgo e Nigel Hunt em Londres)

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