Em São Paulo, abstenção cresce e chega a 29% no primeiro turno
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Em São Paulo, abstenção cresce e chega a 29% no primeiro turno

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com 99,92% das urnas apuradas, a capital paulista registra um índice de abstenções de 29,3%, número superior ao do primeiro turno em 2016 (21,8%), vencido por João Doria (PSDB). Em 2012, São Paulo teve 18,5% de abstenções.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) enfrentará Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno da eleição municipal de 2020, no próximo dia 29.

A abstenção na cidade chegou a 2.630.804 de eleitores. Covas e Boulos, juntos, somaram 2.832.873 de votos, com uma pequena quantidade de urnas ainda a serem apuradas.

O aumento de abstenções foi registrado também em outras capitais do país, e em, algumas delas, com aumentos expressivos em relação ao pleito de 2016.

Florianópolis, por exemplo, teve 28,65% de abstenções, mais que o dobro do registrado em 2016 (12,2%).

Manaus também registrou acentuado aumento e passou de 8,6% no primeiro turno de 2016 para 18,23% neste ano.

Já Vitória, que teve 10,8% de abstenções nas eleições municipais anteriores, registrou 25,45% em 2020.

Com quase a totalidade das urnas apuradas, o país registrou 23,14% de abstenções no primeiro turno das eleições, o maior índice para pleitos municipais dos últimos 20 anos.

“Os níveis de abstenções foram inferiores a 25%, portanto, em plena pandemia, nós tivemos um índice de abstenção pouca coisa superior a das eleições passadas”, disse em entrevista coletiva o presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, neste domingo (15). “Eu gostaria de cumprimentar, de coração, o eleitorado brasileiro que compareceu em massa apesar das circunstâncias.”

O pleito acontece em meio à pandemia do novo coronavírus, que já deixou mais de 165 mil mortos no Brasil até este domingo.

Para evitar o contágio durante a votação, o TSE elaborou um plano de segurança sanitária com especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio-Libanês.

Entre as regras estão a obrigatoriedade do uso de máscaras, distanciamento mínimo de 1 metro entre as pessoas, com marcação de adesivos no chão, e disponibilização de álcool em gel antes e depois da votação.

O horário de votação também foi ampliado em uma hora para evitar aglomerações e aconteceu das 7h às 17h. O TSE orientou que o horário das 7h às 10h fosse preferencial para pessoas acima de 60 anos, um dos grupos considerados de risco para a Covid-19.

Além disso, identificação biométrica foi excluída para diminuir o risco de contágio em superfícies e evitar a formação de filas e aglomerações, já que o protocolo é um dos mais demorados nas etapas de votação.

O protocolo sanitário também prevê a higienização constante de outras superfícies do espaço, como as mesas e cadeiras usadas pelos mesários, e o uso do aplicativo e-título para justificar ausência, com verificação por georreferenciamento.

Todos os eleitores e mesários que receberam diagnóstico de Covid-19 ou tiveram febre nos 14 dias anteriores ao dia de votação também não deveriam comparecer aos locais de votação e podem justificar a ausência.

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