Açúcar bruto recua na ICE; café arábica sobe pela 4ª sessão
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Açúcar bruto recua na ICE; café arábica sobe pela 4ª sessão

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda nesta quinta-feira, afastando-se da máxima de quase nove meses registrada nesta semana, embora o mercado siga apoiado pelo aperto da oferta, com expectativas de déficit global de açúcar na temporada 2020/21.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 0,17 centavo de dólar, ou 1,1%, a 15,28 centavos de dólar por libra-peso. O primeiro contrato atingiu máxima de 15,66 centavos na terça-feira, maior nível desde meados de fevereiro.

* Operadores disseram que uma dose de realização de lucros surgiu após a alta recente, mas que o mercado segue apoiado por perspectivas ruins para as safras de grandes regiões produtoras, incluindo a União Europeia.

* “Nos últimos dias, vários analistas fizeram cortes substanciais em suas estimativas para a produção de açúcar da UE. O fluxo de notícias continua dando suporte a um rali”, disse Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank of Australia.

* Produtores de cana-de-açúcar da América Central estão verificando possíveis danos às lavouras após a passagem do furacão Iota.

* Chuvas abundantes no centro-sul do Brasil seguem favorecendo a recuperação dos canaviais.

* O açúcar branco para março recuou 2,2 dólares, para 414,70 dólares por tonelada.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em alta pela quarta sessão consecutiva, avançando 0,35 centavo de dólar, ou 0,3%, para 1,2320 dólar por libra-peso, e aproximando-se da máxima de dois meses vista na sessão anterior (1,2430 dólar).

* O mercado buscava avaliar os danos causados pelo furacão Iota na América Central, importante região produtora de café arábica.

* Meteorologistas disseram que Honduras, principal fonte dos estoques de café de alta qualidade certificados pela bolsa em Nova York, sofreu impactos severos.

* O café robusta para janeiro cedeu 11 dólares, ou quase 1%, para 1.291 dólares por tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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