Pelé e outros nomes do esporte se manifestam contra o racismo
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Pelé e outros nomes do esporte se manifestam contra o racismo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nesta sexta-feira (20), pelo Dia da Consciência Negra, clubes, atletas e ex-atletas usaram as redes sociais para se manifestar e protestar contra o racismo.

Muitas vezes criticado por omissão no tema, Pelé também postou em suas redes: “Celebraremos o que conquistamos. Mas nunca esqueceremos de cada passo dado e que ainda há uma longa jornada pela frente”, diz o texto, acompanhado pela foto ao lado.

O São Paulo publicou um vídeo com o jogador Tchê Tchê, 28, comentando a realidade dos negros na periferia, onde ele viveu por muitos anos, e que só começou a mudar após sua ascensão no futebol.

“O direito de sonhar é tirado da periferia”, disse o atleta. Ele apontou desigualdades como, por exemplo,estudantes com mais dinheiro terem mais oportunidades de ingressar na universidade, ou de negros serem minorias entre médicos, mas maiorias entre manobristas e seguranças.

O Palmeiras publicou dois vídeos exaltando ídolos negros do passado e do presente, como Og Moreira, Liminha, Zé Roberto e Gabriel Jesus.

Acrescentou: “Um dia mudamos o nome para sobreviver. Sabemos que as batalhas de dentro e fora de campo nos trouxeram até aqui”.

O Corinthians também lembrou sua história e publicou um vídeo no qual defende que lutar contra as desigualdades está no cerne do clube.

“Não seríamos Corinthians se a gente se calasse”, diz o vídeo, que também pede “basta”.

O Bahia, clube mais ativo da Série A na defesa de causas sociais, lançou um programa de trainee para pessoas negras trabalharem no clube.

A iniciativa tem apoio indireto da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Observatório da Discriminação Racial no Futebol.

Já Richarlison, jogador do Everton (ING) e da seleção brasileira, lembrou João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos espancado até a morte em um supermercado Carrefour em Porto Alegre. O vídeo com imagens das agressões tem provocado grande mobilização.

“Nem no dia da Consciência Negra. Aliás, que consciência? Mataram um homem negro espancado na frente das câmeras. Bateram e filmaram. A violência e o ódio perderam de vez o pudor e a vergonha”, escreveu o atacante.

O atacante Marinho, do Santos, que já se pronunciou contra o racismo, também deixou sua mensagem e lembrou a morte de João Alberto.

“Dia da consciência negra, (…) fico pensando que só existe no calendário, e pra postar foto dizendo que vidas negras importam. Na prática sabemos que é tudo ao contrário”, escreveu o jogador santista.

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