INSS tenta acabar com a fila
Benefícios

INSS tenta acabar com a fila

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INSS tenta acabar com a fila. Quem está com processo no INSS ou na Justiça sabe da agonia de ficar esperando por um direito que foi programado a vida inteira.

São quase dois milhões de segurados e dependentes que podem ter direito a algum benefício. A promessa do INSS de que os processos estavam sendo analisados, dando a sensação de que tudo estava em ordem, agora não pode ser mais ser sustentada. A Previdência está pedindo “mais tempo para cumprir os prazos” que já deveria ter cumprido, analisa o especialista em Previdência Hilário Bocchi Júnior.

Previdência sabia que isso iria acontecer

Há décadas estamos ouvindo o mesmo discurso: que a população está envelhecendo, que tem mais gente se aposentado e menos contribuindo, que a pirâmide etária está se invertendo e que o caixa da Previdência não vai suportar o pagamento dos benefícios.

Segundo Bocchi Júnior, a Previdência tinha pleno conhecimento de que, em algum momento, muita gente iria pedir a aposentadoria e, com a Reforma da Previdência, haveria uma corrida para solicitação de benefícios.

O que tem de novo nisso? Nada. Então era possível prever, se organizar e investir na estrutura de atendimento para fazer frente a essa demanda de serviços previdenciários, mas isso não aconteceu, analisa o especialista.

De acordo com ele, isso não tem desculpa e a Previdência errou e agora está pedindo mais prazo para analisar os processos. Para Bocchi Júnior, essa novela está longe de ter um capítulo final e feliz, e vai terminar na mão de um juiz.

Prazos para analisar processos

Os prazos para analisar os processos são variados:

  • 90 dias para analisar aposentadorias e BPC-LOAS (idosos e pessoas com deficiência)
  • 45 dias para análise de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, decorrentes de acidente do trabalho ou não
  • 60 dias para análise de pensões, auxílio-reclusão e auxílio-acidente
  • 30 dias para analisar salário maternidade

Esses prazos não são para pagar ou conceder o benefício, são para dizer se o segurado ou o dependente tem direito. Se a resposta for negativa, o processo continua.

E o início do prazo não é computado da data em que se protocola o pedido, mas sim “inicia-se após o encerramento do processo”, como está no acordo do INSS com o Ministério Público Federal. E mais: só vai começar a ser computado seis meses após o acordo ser homologado.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O que fazer agora?

O problema não é do segurado, mas se ele não fizer nada vai ter que ficar esperando, explica o especialista.

A rotina é sempre a mesma. Os beneficiários que estão com processo no INSS entram no site oficial da Previdência, o MEU INSS, e a resposta se repete: em análise, em análise, em análise.

A reclamação na Ouvidoria também não resolve, segundo ele, e, depois de consulta após consulta, a resposta nem sempre agrada: processo indeferido.

Quando o segurado conquista seu direito, vem a surpresa: o dinheiro é pouco e chega tarde, aponta Bocchi Júnior. Já tem gente pedindo indenização por danos morais e materiais.

A dica é protocolar o pedido de aposentadoria com a documentação em ordem e, se o processo não for analisado em um prazo razoável, o caminho é a Justiça. O INSS já disse, com este acordo, que não consegue cumprir o prazo.

Como ter o processo analisado com mais rapidez?

Existem, em síntese, dois tipos de benefícios: aqueles que são programáveis (como aposentadoria por tempo de contribuição, idade, especial, inclusive do professor) e aqueles de risco, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez.

No caso de benefícios programáveis, é preciso colocar no protocolo todos os documentos em ordem cronológica, da data mais antiga para a data mais recente, verificar se os documentos estão legíveis e, na hora de fazer o requerimento, fazer o pedido com bastante clareza especificando todas as particularidades do caso.

Se for um benefício por incapacidade, os documentos devem demonstrar a evolução da doença e da lesão; os relatórios e atestados médicos devem ter data, a Classificação Internacional de Doenças (CID), a identificação do médico e, principalmente, o tempo pelo qual o segurado precisa ficar afastado das atividades.

Caso falte algum documento ou esclarecimentos para solução do processo, o INSS pode pedir explicações ao trabalhador e, neste caso, o prazo para análise do processo vai ser suspenso. Então não pode faltar nada e tem que estar tudo muito bem explicado.

Especialista em Previdência Social – Hilário Bocchi Junior

Rua Amador Bueno, 774 | 14010-070 | Centro | Ribeirão Preto/SP –
Cortesia da empresa de Educação Previdenciária Aposentfácil.
www.aposentfacil.com.br

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