Bitcoin atinge valorização recorde, mas pode ser vulnerável a cibercriminosos
Agência Brasil

Bitcoin atinge valorização recorde, mas pode ser vulnerável a cibercriminosos

O Bitcoin tem um crescimento que o torna inegável, mas segurança ainda é uma preocupação

O preço unitário do Bitcoin ultrapassou US$19 mil em 24 de novembro de 2020, atingindo o maior patamar de valorização desde seu lançamento em 2009. A moeda virtual tem passado por uma apreciação substancial desde 2017, quando foi de US$967 em janeiro a mais de US$13 mil em dezembro.

Por esse motivo, o ativo, que era tido como um investimento de risco, tem ganhado credibilidade como uma reserva de valor legítima entre gestores e bancos nos últimos tempos. Porém, criminosos também têm usado o Bitcoin de maneira crescente como uma forma de sonegar impostos, lavar dinheiro, montar esquemas de pirâmide, furtar e roubar criptomoedas e promover sequestros.

Vulnerabilidades

Os Bitcoins são moedas exclusivamente digitais, que são armazenadas em carteiras virtuais pessoais e intransferíveis. As transações com essa moeda são feitas por meio de uma plataforma chamada blockchain.

O blockchain é uma tecnologia de registro público de dados. Cada transação feita com bitcoins no mundo é processada de forma descentralizada e registrada na plataforma blockchain, sem registrar o nome dos transacionistas, mas sim as carteiras de origem e de destino dos valores.

Embora o blockchain não registre nomes, cibercriminosos muitas vezes conseguem explorar brechas de informação fora da plataforma blockchain que podem levá-los para dentro dela. A técnica do SIM Swap é um exemplo de via clandestina de acesso a dados pessoais.

O SIM Swap depende da clonagem do chip da vítima. Com o clone em mãos, os criminosos podem pedir a recuperação de senhas, assumindo a identidade da vítima, inclusive em casos que dependem de autenticação de senha em duas etapas. Assim, pode ser possível acessar a carteira de bitcoins de alguém até mesmo a distância.

Precauções

A escolha de uma corretora confiável para transações de bitcoin é o primeiro passo para garantir a segurança digital. Idealmente, uma corretora que use criptografia de ponta a ponta para proteger as compras e vendas já é um bom indício.

Uma camada adicional de segurança pode ser obtida ao acessar a corretora com um serviço de VPN. A VPN é uma rede privada virtual, que garante a privacidade de navegação. Essa tecnologia “blinda” a navegação na internet, tornando anônimo o endereço de acesso do internauta, e despistando eventuais hackers em busca de uma vítima virtual.

Outras medidas mais simples de precaução podem ser tomadas para evitar incidentes indesejáveis. Evitar enviar senhas por mensagem e publicar informações pessoais na internet, fóruns ou grupos são exemplos disso. Evitar gravar a chave dos Bitcoins no celular também é uma boa prática de segurança.

Adicionalmente, existem alternativas anônimas ao Bitcoin, que é considerada uma moeda digital pseudoanônima, pois deixa um registro público. Essas moedas são apelidadas “privacycoins” (moedas de privacidade) e alguns de seus expoentes são Monero, Dash e Zcash.

Cada criptoativo tem particularidades de funcionamento, de privacidade e segurança, e de potencial econômico.

O mercado de moedas virtuais é bastante variado e traz agilidade e mecânicas de troca inovadoras, que podem se valorizar ainda mais em relação ao dinheiro real e a outros ativos para investimento. A promessa de inovação financeira está se concretizando, no entanto os riscos de cada um desses ativos devem ser observados e mitigados.

Qual é o futuro do Bitcoin?

O bitcoin já existe há uma década e ela caiu na boca do povo por causa de sua capacidade de valorização. Ou seja, investidores antenados aproveitaram essa subida e são os principais defensores.

Mas ainda resta uma fronteira a ser alcançada: o uso do bitcoin no dia a dia para compra de produtos. Milhares de estabelecimentos ao redor do mundo aceitam a criptomoeda, mas isso está longe de ser uma prática uniforme e popular. Ainda é visto mais como uma curiosidade.

Seu uso no dia a dia, de forma segura e prática – não será preciso mais ficar andando com dinheiro em espécie – está nos sonhos de quem tem a criptomoeda nos dias de hoje. E é nisso que se baseia todo o otimismo que ainda há espaço para mais crescimento e até outras moedas. Ethereum, Litecoin, enfim, marcas não faltam.

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