Mercado faz apostas recordes no milho; posições compradas em Chicago disparam
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Mercado faz apostas recordes no milho; posições compradas em Chicago disparam

Por Karen Braun

FORT COLLINS, Colorado (Reuters) – Especuladores e investidores começaram o novo ano com um nível recorde de apostas altistas no milho negociado em Chicago, já que os estoques globais do cereal deverão encolher. Na semana passada, os contratos futuros de milho, soja e trigo na bolsa norte-americana atingiram preços que não eram vistos desde 2014.

Considerando juntos os futuros do milho, trigo e soja na bolsa de Chicago (CBOT), e incluindo os futuros do trigo negociados em Kansas City e Minneapolis, as posições compradas mantidas por especuladores atingiram um recorde 987.624 contratos futuros e de opções. Antes de 2020, a máxima era de 929.323 contratos, em agosto de 2012.

Na semana terminada em 5 de janeiro, os gestores financeiros ampliaram a posição comprada líquida em futuros e opções do milho na CBOT para 349.888 contratos, ante 332.045 na semana anterior, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos.

A cifra segue abaixo da máxima recorde de 429.189 contratos mantidos por gestores, registrada em setembro de 2010, mas quando somada às posições de outros traders, a aposta altista avança para um recorde de 520.642 contratos futuros e de opções. (https://tmsnrt.rs/38pgyfo)

Os operadores de índices de commodities também fizeram apostas altistas recordes no milho, o que contribui com o ímpeto do mercado. (https://tmsnrt.rs/3nwJ7vA)

Os futuros mais ativos do milho avançaram 7,7% na semana até 5 de janeiro, e no dia seguinte superaram a marca de 5 dólares por bushel pela primeira vez desde maio de 2014. Eles subiram quase 1% nas últimas três sessões, e fundos de commodities provavelmente ampliaram sua onda de compras.

Recentemente, os mercados de milho e soja têm sido apoiados tanto pelo crescente fluxo de dinheiro em direção aos grãos quanto por expectativas de um aperto significativo das ofertas em relação aos últimos anos, fator que vem sendo sustentado pela seca na Argentina, maior exportadora global de derivados de soja e terceira maior de milho.

Partes do Brasil também estão lidando com a seca, e analistas esperam, em geral, que as safras sul-americanas acabem sendo menores do que inicialmente esperado –e potencialmente muito menores, no caso da Argentina.

Os operadores estão no aguardo de relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), previstos para terça-feira, que vão abordar a produção na América do Sul, bem como as safras 2020 de milho e soja dos EUA e os estoques de grãos norte-americanos, entre outros itens. Analistas projetam um recuo nas safras frente às estimativas anteriores, e também esperam que os números para os estoques finais diminuam.

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