Rabobank vê déficit maior no mercado de café com queda na produção do Brasil
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Rabobank vê déficit maior no mercado de café com queda na produção do Brasil

Rabobank vê déficit maior no mercado de café com queda na produção do Brasil

NOVA YORK (Reuters) – O mercado global de café deverá experimentar na temporada 2021/22 um déficit maior do que o inicialmente projetado, diante de uma produção menor no Brasil em função de chuvas abaixo da média, indicou um relatório publicado nesta terça-feira.

O banco holandês Rabobank, que possui forte presença no setor agrícola, disse que passou a estimar um déficit global de 2,6 milhões de sacas de 60 kg em 2021/22, ante déficit de 1,1 milhão de sacas visto em dezembro.

“Reduzimos nosso número para a produção de 2021/22 em pouco mais de 2 milhões de sacas –desse corte, 1,2 milhão de sacas vêm de um ajuste para baixo no Brasil”, disse o banco em relatório produzido pelos analistas Carlos Mera e James Watson.

O Rabobank agora projeta a nova safra brasileira em 56,2 milhões de sacas, contra 57,4 milhões de sacas na estimativa de dezembro. O banco também reduziu sua expectativa para a safra da Colômbia –grande produtora de arábica lavado– em 300 mil sacas, para 14,1 milhões de sacas.

O déficit projetado só não é maior porque o banco reduziu sua previsão para a demanda total em 500 mil sacas.

“As importações líquidas dos países não produtores continuaram fracas no quarto trimestre de 2020”, disse o banco, citando uma queda de 1,9% no que chamou de “desaparecimento do café” na Europa e Reino Unido, além de um recuo de 9,5% no Japão.

Além disso, há um grande estoque de passagem da temporada anterior, já que o superávit em 2020/21 foi estimado em 10,5 milhões de sacas.

O Rabobank acredita que os preços do café arábica não devem permanecer acima de 1,30 dólar por libra-peso (no segundo contrato futuro negociado em Nova York), mas disse que “fatores como especulação, custos de transporte e o aumento na demanda pelos estoques podem causar esse cenário”.

Os preços do café saltaram 4,5% na segunda-feira, atingindo o maior nível desde dezembro.

(Reportagem de Marcelo Teixeira)

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