Ministério recua e orienta Estados a reservar vacinas para 2ª dose da CoronaVac
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Ministério recua e orienta Estados a reservar vacinas para 2ª dose da CoronaVac

Ministério recua e orienta Estados a reservar vacinas para 2ª dose da CoronaVac

O Ministério da Saúde voltou atrás e passou a recomendar a Estados e municípios que retenham parte das novas doses de vacinas contra Covid-19 recebidas para garantir a segunda aplicação para os vacinados.

A mudança de rumo foi informada em uma nota técnica divulgada na noite de quarta-feira depois de reunião do ministério com secretários estaduais e municipais de saúde e altera a orientação dada pessoalmente pelo ministro Eduardo Pazuello na sexta-feira da semana passada, em reunião com a Frente Nacional de Prefeitos.

“O Ministério da Saúde informa que, em reunião do gabinete de crise da pasta, onde participam também o Conass e Conasems, não foi pactuado para este momento a aplicação total das doses da vacina Sinovac/Butantan, como havia informado o ministro da Saúde, em reunião com prefeitos”, diz a nota da Saúde.

Segundo o ministério, a decisão de reter as vacinas para segunda dose foi tomada pela mudança no cronograma de entrega da CoronaVac pelo Instituto Butantan. “Desta forma, se fez necessária a aplicação da dose 1 com o armazenamento dos imunizantes para garantir a dose 2”, diz a nota.

Segundo o ministério, a restrição é apenas para a CoronaVac. As doses da vacina da AstraZeneca podem ser aplicadas totalmente, já que o prazo para aplicação da segunda dose é maior –28 dias para CoronaVac e até 3 meses para a AstraZeneca.

Na semana passada, Pazuello garantiu aos prefeitos que poderiam usar todas as novas doses de ambas as vacinas para primeira dose –ambos os imunizantes precisam de duas doses para total efetividade–, já que o cronograma previa a chegada de novas vacinas a tempo da aplicação para a segunda dose.

A Fundação Osvaldo Cruz, que prepara no Brasil a vacina da AstraZeneca, não tem garantia de chegada de insumos, mas com o prazo para aplicação da segunda dose sendo maior, a avaliação do ministério e dos secretários é de que é possível usar todas as 2 milhões de doses que chegaram da Índia essa semana.

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