Em encontro com Pfizer, Bolsonaro fala em fechar contrato por "agressividade" do vírus no Brasil
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Em encontro com Pfizer, Bolsonaro fala em fechar contrato por “agressividade” do vírus no Brasil

Em encontro com Pfizer, Bolsonaro fala em fechar contrato por "agressividade" do vírus no Brasil

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, em reunião virtual com executivos da Pfizer, que gostaria de fechar contrato para a compra de vacinas do laboratório norte-americano diante da agressividade do coronavírus no Brasil.

“Todo esse momento quero apenas agradecer a gentileza desse encontro, reconhecemos a Pfizer como uma grande empresa mundial, grande espaço no Brasil também e, em havendo, repito, possibilidades, nós gostaríamos de fechar contratos com os senhores até pela agressividade que o vírus tem se apresentado no Brasil”, disse Bolsonaro, em curto trecho divulgado em uma rede social do presidente.

“Muito obrigado a todos, bom dia e Deus nos abençoe”, concluiu o presidente.

O governo federal tenta acelerar a vacinação no Brasil em meio a críticas sobre a lentidão no processo de imunização da população e diante do forte aumento recente no número de casos e mortes da doença no país.

Em entrevista após o encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo federal fechou acordo com a Pfizer que prevê a entrega de 14 milhões de doses de vacina contra Covid-19 da farmacêutica norte-americana ao Brasil até junho, com antecipação de 5 milhões de doses nesse período.

Guedes participou da reunião com Bolsonaro e outros ministros com a cúpula mundial da Pfizer no Palácio do Planalto. A assinatura do contrato, entretanto, ainda não foi formalizada.

Bolsonaro criticou várias vezes a proposta de contrato da Pfizer, pelo fato de o laboratório não querer assumir responsabilidades em caso de efeitos adversos em pessoas vacinadas.

Um projeto aprovado pelo Congresso na semana passada, no entanto, autoriza União, Estados e municípios a assumir a responsabilidade civil por eventuais eventos adversos decorrentes da imunização contra a Covid-19 durante a emergência em saúde pública.

A expectativa do governo é fechar um acordo para receber 100 milhões de doses da vacina da Pfizer até o final do ano. O laboratório é o único até o momento que obteve registro de uso definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que poderia permitir uma vacinação em massa no país.

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