Auxílio Emergencial: mulheres representam 55% da população beneficiada em 2020

Mix Vale

Publicação divulgada pelo Ministério da Cidadania reúne informações sobre idade, sexo e distribuição regional

O maior programa de transferência de renda já realizado no País atendeu um número de brasileiros equivalente à população do Reino Unido. As mulheres representaram 55% do total de beneficiados. Estes e outros dados sobre o alcance do Auxílio Emergencial em 2020 estão consolidados em uma publicação divulgada pelo Ministério da Cidadania: ‘Perfil dos beneficiários do Auxílio Emergencial pela Covid-19: quem são e onde estão?’. Os resultados evidenciam, ainda, que o benefício chegou rapidamente às parcelas mais vulneráveis.

Especialistas da Dataprev foram responsáveis por desenvolver em 15 dias a primeira plataforma do Auxílio Emergencial. Ao todo, foram implementados 18 módulos tecnológicos no Portal de Consultas, criado para dar transparência aos cidadãos e aos órgãos de fiscalização e controle. Todos os processamentos seguiram a legislação do Programa e, também, as regras definidas pelo Ministério da Cidadania, órgão gestor do benefício.

A publicação divulgada nesta semana consolida dados até 14 de dezembro de 2020. Nesta data, os registros indicavam que 67,9 milhões de pessoas haviam sido beneficiadas diretamente com o Auxílio Emergencial. O número representa 1/3 da população, estimada em 211,7 milhões de pessoas para 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, o Auxílio Emergencial destinou cerca de R$ 294 bilhões para atender diretamente os brasileiros mais necessitados.

Para ilustrar a relevância do apoio concedido pelo Governo Federal, o Auxílio contemplou um número de cidadãos que supera a população da maioria dos países. Os dados apresentados pelo Ministério da Cidadania destacaram que apenas 20 nações são mais populosas que o número de pessoas que receberam o Auxílio Emergencial no Brasil.

Perfil

A publicação destaca informações referentes ao perfil etário e sexo do público beneficiado. O maior grupo de beneficiários está entre 18 e 34 anos, o que corresponde a 44% do total atendido. As mulheres representam 55% do público do Auxílio incluído no Cadastro Único, seja dentro ou fora do Bolsa Família. O mesmo não ocorre no grupo de pessoas que solicitaram o benefício por meio do aplicativo, que teve 57% de homens.

Distribuição regional

Nas regiões Norte e Nordeste, os beneficiários diretos representaram 38% da população. Já nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, 29% foram contemplados.

Entre os 49 municípios com população igual ou superior a 500 mil habitantes, a média de beneficiários foi de 30,3%. Já entre os 1.249 municípios com cinco mil habitantes ou menos, a média foi de 33,2%, o que indica relativa homogeneidade. Apenas 108 municípios apresentam cobertura superior a 50% da população municipal e, destes, 24 tiveram mais de 60%.

Já no âmbito estadual, apresentam maior cobertura do Auxílio Emergencial o Piauí, com 39,9%; Bahia, registrando 38,8%; e o Pará, com 38,1% da população total.

Os estados com menor cobertura em termos populacionais são Santa Catarina, com 23,8%; e o Rio Grande do Sul, com 24,6%; além do Distrito Federal, com 25,8%.

O grupo de brasileiros que solicitou o benefício via aplicativo da Caixa Econômica Federal, formado por 38 milhões de pessoas, representava 19,5% das populações das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 15% da população nas regiões Norte e Nordeste.

Os beneficiários do Auxílio Emergencial já inscritos no Cadastro Único (tanto os que integram o Programa Bolsa Família quanto os que não fazem parte) somavam 9% da população das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 22% das regiões Norte e Nordeste.

De acordo com a publicação do Ministério da Cidadania, os efeitos da pandemia da Covid-19 ainda são difíceis de mensurar. Entretanto, o documento evidencia que o Auxílio Emergencial teve papel relevante ao longo de 2020 no combate aos impactos na economia, sobretudo para proteger a população mais vulnerável e evitar que esta parcela entrasse na faixa da extrema pobreza.

De Olho na Cidadania

A publicação divulgada nesta semana é o terceiro volume da série ‘De Olho na Cidadania’. A iniciativa foi realizada em parceria pela Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI), Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (SENARC) e a Secretaria Nacional do Cadastro Único (SECAD).

* Com informações da Diretoria de Comunicação do Ministério da Cidadania

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