Paraguaios protestam contra resposta à Covid em meio a clamores por impeachment
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Paraguaios protestam contra resposta à Covid em meio a clamores por impeachment

Paraguaios protestam contra resposta à Covid em meio a clamores por impeachment

Milhares de paraguaios se reuniram ao redor do Congresso no centro de Assunção na segunda-feira, o quarto dia de protestos em meio a clamores pelo impeachment do presidente Mario Abdo, devido à reação do governo à crise de saúde da Covid-19.

Os manifestantes, muitos usando camisas de times de futebol e portando bandeiras do país, bradavam “Fora, Marito” e “Saiam todos”, criticando as autoridades pela falta de remédios e leitos de tratamento intensivo durante uma disparada de casos de coronavírus.

“Nos hospitais não há seringas, não há leitos”, disse um jovem que se identificou como Dudu Dávalos à televisão local depois de partir da cidade de Hernandarias, 340 quilômetros ao leste da capital.

“Eles tiveram um ano para se preparar e não fizeram nada”.

Na sexta-feira, um protesto se tornou uma batalha campal depois que a polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha. No sábado e no domingo, manifestações menos intensas migraram para a área próxima da residência presidencial em um bairro afluente de Assunção.

Manifestantes e alguns parlamentares pediram o impeachment de Abdo. Ele ainda parece ter apoio suficiente para resistir a qualquer contestação, mas foi obrigado a realizar uma reforma ministerial “no interesse da pacificação”.

Ainda na segunda-feira, ele nomeou um novo chefe de gabinete e confirmou o doutor Julio Borba como seu novo ministro da Saúde.

Um julgamento de impeachment só avançaria com o apoio de um grupo liderado pelo ex-presidente Horacio Cartes dentro do governista Partido Colorado.

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