Cooabriel inicia colheita de café, quer receber 20% mais em 2021 e amplia exportação
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Cooabriel inicia colheita de café, quer receber 20% mais em 2021 e amplia exportação

Cooabriel inicia colheita de café, quer receber 20% mais em 2021 e amplia exportação

A Cooabriel, maior cooperativa de produtores de café conilon do Brasil, já recebeu os primeiros lotes da colheita de 2021, à medida que os trabalhos de uma safra que promete ser maior já começaram, trazendo perspectivas de um aumento de cerca de 20% no recebimento dos grãos da organização ante 2020.

A expectativa é receber 1,8 milhão de sacas de 60 kg em 2021, ante 1,495 milhão de sacas em 2020, quando uma safra menor reduziu o volume recebido ante 2019 (1,670 milhão de sacas), disse o gerente corporativo comercial da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi, em entrevista à Reuters por teleconferência.

Segundo ele, os trabalhos de colheita começaram ainda timidamente, e o volume recebido por ora pela cooperativa com sede em São Gabriel da Palha (ES) não é representativo, mas está em linha com o que acontece todos os anos nesta época, mesmo diante de maiores cuidados exigidos pela pandemia de Covid-19.

“Já começou a chegar um pouco do café, ele chega (inicialmente) com baixa qualidade porque não está muito maduro”, comentou, lembrando que a cooperativa está iniciando um trabalho para melhorar a qualidade e estimular a colheita na hora certa e as práticas adequadas de pós-colheita, como a secagem.

A partir de 15 de abril, quando os grãos estarão mais maduros, os recebimentos devem ser intensificados, acrescentou Pandolfi.

Sobre as atividades em plena pandemia, o gerente avalia que ela poderá trazer alguma dificuldade, mas nada que possa trazer prejuízos para a logística, “até porque já teve o aprendizado” do ano passado.

Com relação ao tamanho da produção, ele disse acreditar em uma safra “igual ou maior que a de 2019”, evitando fazer projeções.

A safra brasileira de café conilon, também conhecido como robusta, poderá aumentar até 16% ante 2020, para 16,6 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que no intervalo menor da sua projeção admite a hipótese de uma leve queda de 1,2%.

Para o Espírito Santo, a Conab projeta aumento de até 22,7%, para 11,3 milhões de sacas de conilon, na faixa mais alta do intervalo, enquanto vê crescimento de até 9,3% na Bahia, para 2,3 milhões de sacas –a Cooabriel atua nos dois Estados.

EXPORTAÇÕES

A analista de mercado da Cooabriel, Renata Vaz, disse que a cooperativa “mudou a escala” de suas exportações, após a criação de um departamento específico para realizar vendas diretas –sem o intermédio de tradings– e à medida que está desenvolvendo um programa para melhorar a qualidade do produto.

De julho a dezembro de 2020, a cooperativa realizou exportações de cerca de 300 toneladas (5 mil sacas de 60 kg), volume equivalente ao exportado apenas em janeiro deste ano, o que dá uma dimensão do crescimento.

“Estamos trabalhando para duplicar, triplicar… mas para isso precisamos trabalhar a questão da qualidade, as certificações”, ponderou Renata.

Ela comentou que a Cooabriel lançou em março, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo, o programa “Café Conilon – Origem Singular” para melhorar a qualidade do grão da região, que inicialmente terá participação de cerca de um sexto das mais de 6 mil famílias produtoras associadas à cooperativa.

Segundo a analista, a boa qualidade do café está deixando de ser um diferencial para ser uma exigência, e com o programa os participantes serão orientados a realizar a colheita no momento certo, além de adotar as melhores práticas de pós-colheita.

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