INSS: Antecipação do 13º salário não aparece no extrato

Mix Vale

INSS: Antecipação do 13º salário não aparece no extrato O acordo fechado nesta segunda-feira (19) entre governo e Congresso para a aprovação do Orçamento de 2021 pode ter chegado tarde para atender às expectativas de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que esperavam receber a primeira parcela do 13º salário com o pagamento do benefício de abril.

Extratos fornecidos nesta segunda à reportagem por beneficiários mostram que os valores previstos para o depósito da renda deste mês não incluem o pagamento da antecipação do abono.

O Agora já havia antecipado que o pagamento da primeira parcela da gratificação dentro da competência abril poderia se tornar inviável se o impasse envolvendo o Orçamento de 2021 não fosse solucionado até o último dia 15, data para a qual estava prevista a conclusão do último lote de cálculos da folha de pagamentos deste mês.

Os benefícios referentes a abril serão depositados entre a próxima segunda-feira (26) e o dia 7 de maio, conforme prevê o calendário de pagamentos deste ano.

O processamento da folha de pagamentos ocorre alguns dias antes e, quando concluído, os beneficiários conseguem consultar os valor que receberão no extrato do benefício, disponível pelo portal Meu INSS

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Questionado pela reportagem, o INSS não confirmou o fechamento da folha de abril.PUBLICIDADE

Ao Ministério da Economia, a reportagem perguntou se, mesmo com a sanção tardia do Orçamento, haveria a possibilidade de que o 13º dos segurados da Previdência tivesse início ainda neste mês. Em resposta, o órgão informou que “não se manifestará sobre o assunto antes da sanção”.

O governo do presidente Jair Bolsonaro já manifestou abertamente a sua intenção de antecipar a gratificação.

Na manhã de 25 de março, horas antes de o Congresso aprovar o Orçamento deste ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo aguardava apenas a liberação orçamentária para destinar R$ 50 bilhões para antecipar “para os próximos dois meses” o pagamento de benefícios de aposentados e pensionistas.

A intenção de Guedes era colocar rapidamente esse dinheiro no bolso dos beneficiários e, com isso, ajudar a aquecer a economia em um momento de paralisação parcial das atividades devido ao agravamento da pandemia de Covid-19.

O problema é que a equipe econômica do governo verificou que o Orçamento aprovado por deputados e senadores era impossível de ser executado, pois faltariam recursos para despesas básicas.

Entre as falhas encontradas no texto que saiu do Congresso está a retirada de R$ 26,5 bilhões dos recursos do seguro-desemprego, do abono salarial e da Previdência. O dinheiro foi direcionado a emendas parlamentares para a realização de obras.

Após semanas de estudos e negociações com o Legislativo, o governo chegou a um acordo nesta segunda.

A ideia seria aprovar um projeto de lei que permitiria maior liberdade para o governo remanejar recursos, sem a necessidade de validação do Congresso.

Ele poderá, por exemplo, cortar por decreto despesas discricionárias —aquelas voltadas ao custeio da máquina pública e investimentos— para recompor gastos obrigatórios, como aposentadorias e outros benefícios.

Resumo de extrato de segurado do INSS mostra previsão de pagamento de R$ 1.100 em abril, sem acréscimo de R$ 550 da 1ª parcela do 13º – Arte Agora
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