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Mourão afirma que Economia precisa ‘abrir as pernas’ para contratação de temporários

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta terça-feira (4) que o ministério da Economia deveria “abrir as pernas” para aceitar a contratação de mais trabalhadores temporários pelas agências de fiscalização que fazem o combate a incêndios e a outros ilícitos ambientais.

A fala de Mourão ocorreu durante um comentário do vice sobre portaria publicada nesta terça que autorizou a contratação de 1.659 profissionais pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), pelo prazo de seis meses.

Os temporários deverão ser empregados no combate a incêndios.

“Isso aí a [pasta da] Economia tem que abrir as pernas um pouco nisso aí, porque a Economia ela tranca isso aí. Essa é a situação que a gente está vivendo, tudo isso é uma negociação”, declarou Mourão, ao deixar o gabinete da vice-presidência.

De acordo com o vice, as vagas temporárias abertas serão empregadas no âmbito do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais).

“É o pessoal do Prevfogo, é a turma que vai combater incêndio, os brigadistas. Tem vários cargos ali, tem gerente, supervisor, a grande maioria é a turma que vai para o campo mesmo ali para o combate”.

O chamamento de brigadistas temporários ocorre como preparativo para o período mais intenso das queimadas. No ano passado, foram abertas 1.481 vagas do tipo, de acordo com o Ibama.

Mourão afirmou ainda que o chamamento deste ano ocorreu de forma mais antecipada.

“Está saindo mais cedo. Ano passado acho que ela só saiu em agosto, se não me engano. Agora já está saindo, vamos esperar que tenha gente para vir no edital. Como tem muita gente desempregada, deve aparecer bastante gente”, afirmou.

O Brasil enfrenta uma crise de imagem internacional diante do avanço de desmatamento na Amazônia e de ondas de queimadas no Pantanal.

Além de vice-presidente, Mourão chefia o Conselho da Amazônia, que coordena ações de combate a ilícitos ambientais no bioma.

O vice avalia que travas para contratações temporárias dificultam a reestruturação de agendas ambientais, que enfrentam uma situação de cortes orçamentários, falta de concursos e de pessoal.

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